quinta-feira, 23 de junho de 2016

Índices das demonstrações financeiras da Companhia do Metropolitano de São Paulo

Há algum tempo ajudei uma colega que precisava fazer um trabalho de faculdade em que o objeto era analisar os demonstrativos contábeis de um empresa em São Paulo. O trabalho era em grupo e a empresa sorteada foi a Companhia do Metropolitano de São Paulo e como eu já tinha certa experiência com índices econômicos e uma grande quantidade de planilhas para o cálculo automático eu dei aquela força. Ajustei os planos de contas das planilhas que eu tinha e a pessoa transcreveu os valores. 

Após isso conferi os resultados e dei algumas dicas do que analisar ou até mesmo, como interpretar alguns daquelas indicadores obtidos. Ela entregou o trabalho, tirou nota, o tempo passou e gora aproveito para divulgar os resultados obtidos nas minhas planilhas matrizes.
Neste tópico apresentaremos os resultados dos índices calculados a partir dos Balanços obtidos via internet no site da Companhia do Metropolitano de São Paulo, para os anos de 2011 e 2012. Acreditamos que ao disponibilizar esse modelo de análise de Balanço estamos ajudando estudantes no desenvolvimento da técnica da análise de Balanços. Então vamos lá.


      Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro

A seguir apresentamos a cópia do Balanço Patrimonial dos anos de 2011 e 2012 e a primeira análise: variação vertical e horizontal.
Balanço Patrimonial
2011
A.V 2011
2012
A.V 2012
A.H.
ATIVO
17.702.449,00
100,0%
19.661.551,00
100,00%
11,07%
ATIVO CIRCULANTE
1.457.202,00
8,2%
1.305.725,00
6,64%
-10,40%
DISPONIBILIDADES
914.367,00
5,2%
770.701,00
3,92%
-15,71%
Caixa e Bancos
914.367,00
5,2%
770.701,00
3,92%
-15,71%
CRÉDITOS
32.014,00
0,2%
55.920,00
0,28%
74,67%
Contas a Receber
10.081,00
0,1%
33.182,00
0,17%
229,15%
Adiantamentos e Outros
21.933,00
0,1%
22.738,00
0,12%
3,67%
ESTOQUES
140.255,00
0,8%
179.199,00
0,91%
27,77%
Estoques
140.255,00
0,8%
179.199,00
0,91%
27,77%
OUTROS
370.566,00
2,1%
299.905,00
1,53%
-19,07%
Despesas pagas antec. e Outros
9.086,00
0,1%
6.894,00
0,04%
-24,13%
Bancos conta vinculada
361.480,00
2,0%
293.011,00
1,49%
-18,94%
ATIVO NÃO CIRCULANTE
16.245.247,00
91,8%
18.355.826,00
93,36%
12,99%
REALIZÁVEL L PRAZO
546.546,00
3,1%
364.227,00
1,85%
-33,36%
CRÉDITOS DIVERSOS
546.546,00
3,1%
364.227,00
1,85%
-33,36%
Depósitos Judiciais
546.546,00
3,1%
364.227,00
1,85%
-33,36%
ATIVO PERMANENTE
15.698.701,00
88,7%
17.991.599,00
91,51%
14,61%
INVESTIMENTOS
87.533,00
0,5%
86.563,00
0,44%
-1,11%
Investimentos
87.533,00
0,5%
86.563,00
0,44%
-1,11%
IMOBILIZADO
15.530.993,00
87,7%
17.837.616,00
90,72%
14,85%
Imobilizado
15.530.993,00
87,7%
17.837.616,00
90,72%
14,85%
INTANGÍVEL
3.296,00
0,0%
2.694,00
0,01%
-18,26%
Intangível
3.296,00
0,0%
2.694,00
0,01%
-18,26%
DIFERIDO
76.879,00
0,4%
64.726,00
0,33%
-15,81%
Diferido
76.879,00
0,4%
64.726,00
0,33%
-15,81%
A seguir apresentamos a parte do Passivo da referida empresa estudada, seguindo os mesmos padrões de cálculos utilizados para o Ativo.
PASSIVO E PL
2011
A.V 2011
2012
A.V 2012
A.H.
PASSIVO
17.702.449,00
100,00%
19.661.551,00
100,00%
11,07%
PASSIVO CIRCULANTE
939.520,00
5,31%
879.030,00
4,47%
-6,44%
FORNECEDORES
512.332,00
2,89%
462.001,00
2,35%
-9,82%
Fornecedores
512.332,00
2,89%
462.001,00
2,35%
-9,82%
TRIBUTOS
87.458,00
0,49%
126.691,00
0,64%
44,86%
Impostos e Contribuições
87.458,00
0,49%
126.691,00
0,64%
44,86%
PROVISÕES
102.947,00
0,58%
110.664,00
0,56%
7,50%
Provisões para Férias
98.773,00
0,56%
108.192,00
0,55%
9,54%
Desapropriações
4.174,00
0,02%
2.472,00
0,01%
-40,78%
OUTROS
236.783,00
1,34%
179.674,00
0,91%
-24,12%
Credores Diversos
236.783,00
1,34%
179.674,00
0,91%
-24,12%
PASSIVO N. CIRCULANTE
16.762.929,00
94,69%
18.782.521,00
95,53%
12,05%
EXIGÍVEL NO L PRAZO
1.228.185,00
6,94%
1.284.357,00
6,53%
4,57%
PROVISÕES
721.987,00
4,08%
786.294,00
4,00%
8,91%
Provisões p/ Contingências
721.987,00
4,08%
786.294,00
4,00%
8,91%
OUTROS
506.198,00
2,86%
498.063,00
2,53%
-1,61%
Credores Diversos
501.377,00
2,83%
493.885,00
2,51%
-1,49%
Receitas Diferidas
4.821,00
0,03%
4.178,00
0,02%
-13,34%
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
15.534.744,00
87,75%
17.498.164,00
89,00%
12,64%
CAPITAL SOCIAL
20.187.498,00
114,04%
22.272.737,00
113,28%
10,33%
Capital Integralizado
20.187.498,00
114,04%
22.272.737,00
113,28%
10,33%
RESERVAS
338.885,00
1,91%
251.854,00
1,28%
-25,68%
Adiantamento p/ Aumento de Capital
338.885,00
1,91%
251.854,00
1,28%
-25,68%
LUCRO/PREJUÍZOS ACUMULADOS
-4.991.639,00
-28,20%
-5.026.427,00
-25,56%
0,70%
Prejuízos acumulados
-4.991.639,00
-28,20%
-5.026.427,00
-25,56%
0,70%
Na sequência apresentamos a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) da Companhia do Metropolitano de São paulo, para os anos de 2011 e 2012.




      DRE encerrada em 31 de dezembro

A seguir apresentamos a cópia da Demonstração do Resultado do Exercício dos anos de 2011 e 2012 e a análise da variação vertical e horizontal, tal como fizemos no Balanço Patrimonial.


DRE
2011
A.V 2011
2012
A.V 2012
A.H.
Receita bruta de venda
1.869.101,00
124,71%
2.038.924,00
124,52%
9,09%
Receita bruta de venda
1.869.101,00
124,71%
2.038.924,00
124,52%
9,09%
Deduções da receita bruta
-370.370,00
-24,71%
-401.508,00
-24,52%
8,41%
Deduções da receita bruta
-370.370,00
-24,71%
-401.508,00
-24,52%
8,41%
Receita líquida venda
1.498.731,00
100,00%
1.637.416,00
100,00%
9,25%
Custo dos bens ou serviços
-1.477.471,00
-98,58%
-1.646.491,00
-100,55%
11,44%
Custo dos bens ou serviços
-1.477.471,00
-98,58%
-1.646.491,00
-100,55%
11,44%
Resultado Bruto
21.260,00
1,42%
-9.075,00
-0,55%
-142,69%
Despesas/receitas operacionais
-280.982,00
-18,75%
-299.154,00
-18,27%
6,47%
Com vendas
-393.342,00
-26,25%
-427.669,00
-26,12%
8,73%
Com vendas
-393.342,00
-26,25%
-427.669,00
-26,12%
8,73%
Financeiras
-4.170,00
-0,28%
-2.295,00
-0,14%
-44,96%
Despesas financeiras
-4.170,00
-0,28%
-2.295,00
-0,14%
-44,96%
Despesas financeiras
-4.170,00
-0,28%
-2.295,00
-0,14%
-44,96%
Outras receitas operacionais
108.714,00
7,25%
72.239,00
4,41%
-33,55%
Outras receitas operacionais
108.714,00
7,25%
72.239,00
4,41%
-33,55%
Outras despesas operacionais
7.816,00
0,52%
58.571,00
3,58%
649,37%
Variação Monetária Passiva
-579
-0,04%
-233
-0,01%
-59,76%
Variação Monetária Ativa
3.798,00
0,25%
2.623,00
0,16%
-30,94%
Outras Receitas e Despesas
4.597,00
0,31%
56.181,00
3,43%
1122,12%
Resultado O antes da Gratuidade
-259.722,00
-17,33%
-308.229,00
-18,82%
18,68%
Resultado não operacional
261.148,00
17,42%
274.519,00
16,77%
5,12%
Ressarcimento por gratuidade
261.148,00
17,42%
274.519,00
16,77%
5,12%
Resultado antes tributação/part.
1.426,00
0,10%
-33.710,00
-2,06%
-2463,96%
Provisão p/ IR e CSLL
-25.995,00
-1,73%
-1.078,00
-0,07%
-95,85%
Prov. Para IR e CSLL
-25.995,00
-1,73%
-1.078,00
-0,07%
-95,85%
Lucro/prejuízo do exercício
-24.569,00
-1,64%
-34.788,00
-1,71%
41,59%

A empresa objeto de estudo deste foi a Companhia do Metropolitano de São Paulo, responsável pelo Metrô na capital paulista. Os dados obtidos referem-se às informações constantes nos principais demonstrativos financeiros consolidados, quais sejam: o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício dos exercícios de 2011 e 2012.
Para fazer a análise da evolução dos índices, primeiramente coletam-se os dados das contas dos demonstrativos contábeis e demonstrativos de resultados do exercício secundariamente aplicam-nos em fórmulas.


      Análise Vertical

A Análise de Estrutura ou Vertical, “é importante para avaliar a estrutura de composição de itens e a sua evolução no tempo” (IUDÍCIBUS, 2012, p. 861).
Tem como objetivo medir percentualmente o valor do ativo circulante em relação ao total do ativo, isto é cada componente em relação ao todo do qual faz parte, e fazer comparações caso existam dois ou mais períodos (NEVES & VICECONTI, 2001, p. 4132). Esta análise visa avaliar a composição de itens em relação a um todo considerado como 100% onde cada conta contribui para a formação de todo o investimento.

      Análise Horizontal

Na análise horizontal, toma-se como período base, o exercício mais antigo do intervalo que se queira analisar. Nesse momento lhe é atribuído um fator de 100% que através de cálculos financeiros mostrará um percentual de aumento ou de redução em cada conta e em relação a períodos distintos.
Segundo Iudícibus (2012, p.83), a finalidade principal da análise horizontal é apontar a evolução de itens dos Balanços e das Demonstrações de Resultados através dos períodos, a fim de verificar tendências. Antes de tudo para qualquer análise é preciso fazer uma padronização das contas.

      Índices econômico-financeiros

Os quocientes ou índices econômico-financeiros são relações entre elementos das demonstrações financeiras estabelecidas com o objetivo de extrair informações para a tomada de decisão, uma vez que permitem interpretar aspectos econômicos e financeiros inerentes às organizações.
Calcular um índice é simplesmente estabelecer relações entre os diversos grupos de contas das demonstrações contábeis e financeiras com uma finalidade gerencial. A característica fundamental de um índice é fornecer visão ampla acerca da situação financeira da empresa.
Apresentar uma boa situação financeira é ter capacidade de captar e aplicar recursos. A importância para alguém de fora saber ou conhecer a situação financeira: quem vai emprestar quer saber se a empresa quer saber se esta terá como honrar a sua dívida. O investidor usa essa informação para saber se a empresa tem crédito e se é confiável.
A situação financeira é dividida em dois grupos: liquidez e estrutura de capitais, vistos a seguir.


      Índices de Liquidez corrente

É o principal e mais tradicional indicador de liquidez. Revela a capacidade financeira da organização para cumprir seus compromissos de curto prazo, isto é, procura demonstrar quanto ela tem de ativo circulante para cada R$ 1,00 de passivo circulante.
Relaciona quantos reais dispomos imediatamente disponíveis e conversíveis em curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo. É um índice muito divulgado e frequentemente considerado como o melhor indicador da situação de liquidez da empresa.
É preciso considerar que no numerador estão incluídos itens tão diversos como: disponibilidades, valores a receber á curto prazo, estoques e certas despesas pagas antecipadamente. No denominador estão incluídas as dívidas e obrigações á curto prazo. (IUDÍCIBUS, 2012, p.94).
Interpretação: de forma simplificada, quanto for maior o índice de liquidez corrente, melhor a situação financeira da empresa, pois mais recursos disponíveis ela tem para pagar suas contas no curto prazo. Pelo resultado calculado verifica-se que a empresa embora tenha capacidade de honrar suas dívidas de curto prazo, nota-se que esta apresentou queda, sendo que se antes a relação era de R$ 1,55 em ativo (dinheiro, clientes, estoques) para cada real de obrigações exigíveis no longo prazo esta relação declinou.


      Liquidez seca

Avalia a capacidade da empresa para pagar suas dívidas de curto prazo sem considerar a venda dos estoques, apenas com os valores que tem a receber. Essa dedução ocorre por ser o estoque o ativo circulante de menor liquidez, ou seja, leva mais tempo para ser transformado em dinheiro.
Interpretação: quanto maior a liquidez seca, melhor a situação financeira da empresa, pois ela terá maior capacidade de pagamento das contas no curto prazo.


      Liquidez geral

A liquidez geral é o índice que fornece a empresa quanto ela tem de ativo em relação as suas obrigações, seja de curtos e longos prazos. E por indicar o que a empresa tem em mãos para pagar dívidas em quanto maior o resultado indicado pelo índice, melhor a situação líquida geral da empresa.
Evidencia, dessa forma, se os recursos financeiros aplicados no ativo circulante e no realizável no longo prazo serão suficientes para cobrir as obrigações totais.
Interpretação: quanto maior a liquidez geral, melhor a situação financeira da organização, pois evidencia que ela tem mais recursos conversíveis em moeda do que dívidas a pagar tanto no curto quanto no longo prazo.


      Prazo Médio de Estocagem - PME

É o período compreendido desde a compra da mercadoria até sua venda ao consumidor, indicando o nível de circulação dos valores do estoque. Ressaltamos que, quanto mais agilidade tiver um estoque para investimento na empresa.
Interpretação: quanto menor o PME, melhor para a instituição, pois menos tempo fica o estoque parado.


      Prazo Médio de Recebimento - PMR

Reflete o intervalo de tempo entre a venda das mercadorias até o recebimento de seus valores provenientes dos clientes, o que indica o tempo médio para recebimento das duplicatas da empresa.
Esse índice é fundamental para avaliarmos as políticas de crédito e cobrança da organização em função das condições de crédito concedidas
Interpretação: quanto menor o PMR, melhor para a instituição, pois significa que a empresa estará recebendo mais rapidamente de seus clientes pelas vendas a prazo.


      Prazo Médio de Pagamento dos Fornecedores - PMP

É o período compreendido desde a compra de mercadoria do fornecedor até seu pagamento, ou seja, o PMP detecta o tempo médio que uma empresa leva para quitar suas contas a pagar.
É possível aqui, também, avaliar a capacidade de honrar seus compromissos, comparando o período médio de seus pagamentos com as condições recebidas.
Interpretação: quanto maior o PMP, melhor para a instituição, pois maior o prazo que ela tem para saldar suas dívidas com o fornecedor.

      Análise da estrutura patrimonial

Indica a estrutura tanto de endividamento quanto de investimento da empresa em função da composição de seus ativos e passivos. Essa análise mostra a proporção existente entre capitais próprios e de terceiros, ou seja, como foram captados os recursos, e a proporção entre investimentos fixos e de giro, evidenciando como os recursos foram aplicados.
O grupo de índices da estrutura de capital apresenta as linhas de decisões financeiras no que tange a obtenção e aplicação de recursos. Há diversas maneiras de o proprietário colocar dinheiro (capital) na empresa: investindo em imobilizado, fortalecendo o estoque, no caixa, em conta corrente entre outras formas. O risco durante a aplicação está justamente no tipo de aplicação. Se por exemplo, opta por comprar máquinas e equipamentos para a fabricação de um produto “x” que não seja bem apreciado no mercado como consequência, não haverá retorno satisfatório.
Na estrutura de capitais se relaciona as contas do ATIVO, PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO. São estes os índices que demonstram como a empresa está administrando e buscando os seus recursos: participação de capital de terceiros, composição do endividamento, imobilização do patrimônio líquido, imobilização dos recursos não-correntes, capital circulante próprio e capital circulante líquido. Para tanto, serão descritos quatro índices de estrutura patrimonial, quais sejam:


      Grau de endividamento Total - GET

Mede a proporção de recursos emprestados e utilizados pela empresa em sua composição patrimonial, o que representa seu grau de comprometimento para com terceiros. A análise desse indicador permite por dedução identificar a participação dos capitais próprios na composição patrimonial.
Interpretação: de maneira geral, quanto menor o GET, melhor para a situação da empresa, pois é melhor sua dependência em relação ao capital de terceiros.


      Composição do Endividamento - CE

Revela qual a proporção existente entre as obrigações de curto prazo e as obrigações totais, mostrando, portanto, quanto das dívidas da empresa vence em curto prazo. Uma participação muito elevada de dívida de curto prazo pode indicar possível aperto financeiro.
Não é muito bom para a empresa estar endividada no curto prazo. Endividar-se sim, mas no longo prazo, um período de cinco a dez anos, pois com todo esse descanso, a empresa já terá como gerar recursos financeiros com suas operações. Com isso a empresa tem tempo para gera gerar recursos a fim de pagar suas dívidas.
No entanto, dificilmente uma empresa acaba se endividando no curto prazo em virtude de investimentos pré-operacionais (como construção da fábrica até começara trabalhar e gerar riquezas) uma usina, por exemplo, leva de 10 a 15 anos para começar a operar a todo vapor.
Interpretação: quanto menor a proporção de dívidas que vencem no curto prazo, melhor para a instituição, caso ela não tenha recursos suficientes em seu ativo circulante para saldá-las.


      Grau de imobilização do investimento - GII

Revela a parcela do ativo que foi reservada para as aplicações de caráter permanente. Por dedução permite identificar a parcela de recursos investida pela empresa no giro.
Interpretação: um alto grau de imobilização compromete a liquidez da empresa, pois são recursos investidos em ativos fixos que compõem a sua estrutura física, os quais são aplicados sem o intuito de venda ou conversão em moeda.


      Grau de imobilização dos capitais próprios - GICP

Identifica quanto dos recursos próprios foi aplicado no permanente e, por dedução, quanto sobrou para aplicação no giro. O índice de imobilização do patrimônio líquido é obtido dividindo-se o ativo permanente pelo capital próprio.
Com essa conta se demonstra o comprometimento do patrimônio líquido ao ativo permanente, sendo então importante uma vez que indicam a dependência para se fazer imobilizações.
O permanente corresponde aos itens da empresas que não serão vendidos em condições normais e que geraram riquezas pelo uso, como máquinas e instalações. O objetivo do permanente é a geração de bens e serviços. Normalmente desde a compra até o retorno há um longo período e por isso, é aconselhável financiar o permanente com capital não-exigível.
Esse índice, portanto, demonstra para os usuários da informação o quanto que a empresa tomou de capital próprio para financiar o seu permanente.
Interpretação: quanto menor o GICP, melhor para a instituição, pois mais recursos próprios estarão disponíveis para financiar as atividades de giro da empresa.


      Situação econômica

Na situação econômica verifica-se se há lucro ou prejuízo e se os investimentos geram retorno. Se a empresa consegue gerar lucro entende-se que a situação econômica é favorável.
É possível, no entanto, estar com uma boa situação financeira e com situação econômica desfavorável. Isso ocorre quando se recebe primeiro pelo serviço ou venda e no final do mês se constata prejuízo.
Mede a capacidade econômica da empresa, isto é, o grau de êxito obtido na geração de lucro em razão do capital nela investido.
Os índices são calculados com base em valores extraídos da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial.


      Margem líquida - ML

Mede a percentagem da receita de vendas que restou após serem descontados todos os custos, as despesas e os impostos, indicando a lucratividade da empresa sobre suas vendas líquidas.
A margem líquida é obtida dividindo-se o lucro líquido (resultado da empresa) pelo montante da receita operacional líquida. Logo, quanto maior o resultado conseguido no índice, melhor o conceito, uma vez que indica que a empresa conseguiu maior o lucro com suas vendas e atividades operacionais.
Interpretação: quanto maior a ML, melhor para instituição, pois maior a proporção de ganhos que está obtendo sobre seu faturamento.


      Rentabilidade de capitais próprios - RCP

Revela qual a taxa de rentabilidade obtida sobre o capital próprio investido na empresa, isto é, quanto ela ganhou de lucro líquido para cada R$ 1,00 de capital próprio investido.
Esse índice é obtido dividindo-se o lucro líquido do exercício pelo capital próprio da empresa. O objetivo deste índice é a verificação do retorno percentual sobre o patrimônio líquido injetado na empresa.
Quanto maior o resultado deste índice, melhor para a empresa, uma vez que fez valer a pena todo o capital investido pelos acionistas.
Interpretação: quanto maior o RCP, melhor para a empresa, pois maior a rentabilidade dos sócios.


      Rentabilidade do ativo - RA

Este quociente evidencia o potencial de geração de lucros por parte da empresa, isto é, quanto ela obteve de lucro líquido para cada R$ 1,00 de investimento total. A ideia desse índice pode ser resumida como sendo quanto à empresa tem ganhado em lucro para cada cem reais de investimento total.
É obtido simplesmente dividindo-se o lucro líquido da empresa pelo montante investido, isto é, pelo ativo total. E certamente, quanto maior o resultado, melhor para a empresa.
Interpretação: quanto maior o RA, melhor para a organização, pois maior a sua rentabilidade sobre o total de ativos.


1IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análises de Balanços, 10 ed. São Paulo: Atlas, 2012.

2NEVES, Silvério das, e Paulo Eduardo V. VICECONTI. Contabilidade avançada e análise das demonstrações financeiras. 10 ampla. Rev. São Paulo: Frase, 2001.