Nesta postagem apresentaremos alguns conceitos, definições e
classificações utilizadas para a contabilidade aplicável às
empresas de ramo comercial. O texto foi baseado nas aulas do
excelente professor Namiki, que leciona nas universidade de Mogi das
Cruzes e Braz Cubas. Vamos à postagem.
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sexta-feira, 10 de março de 2017
sábado, 19 de novembro de 2016
Quem é o empreendedor?
De 2008
para cá o País tem ficado mergulhado em meio à crise econômica
mundial e em virtude disso milhares de pessoas perderam seus
empregos. E imaginemos uma família formada por um casal desempregado
e dois, três, quatro filhos em idade escolar: Como sustentar os
filhos sem dinheiro? Disso muitas pessoas ou entram para a
criminalidade ou tentam se virar, produzindo qualquer coisa que
saibam e tentando vender, de forma legalizada ou totalmente
clandestina. O importante para estas pessoa sé garantir o pão de
cada dia.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Por que ser empresário?
As
matérias a seguir são uma coletânea de alguns textos trabalhados
durante a disciplina Empreendedorismo, do curso de Graduação em
Ciências Contábeis pela Universidade de Mogi das Cruzes, concluído
em 2008.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Processos de gestão e sistemas de informações gerenciais
Estamos
vivendo a era da globalização, onde as empresas estão tendo que se
adaptar ao atual momento econômico e social, necessitando com que as
mesmas trabalhem com um maior grau de flexibilidade, para se adaptar
a este novo cenário, onde fatores como o alto grau de
competitividade entre as empresas é muito grande, o avanço contínuo
da tecnologia de informação, surgimento de novos produtos que a
cada dia estão mais modernos, e a abertura do mercado para novos
concorrentes, e o momento econômico é propicio e favorável para
essa expansão da produtividade das empresas.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Caixa Dois
O que
seria Caixa Dois? Caixa Dois de modo geral falando, é uma reserva de
dinheiro que muitas empresas, comércios, entre outras entidades que
tenham setor financeiro, guardam uma certa quantia e usa esse
dinheiro que nem sempre é deles de má fé, ostentando viagens,
passeios e fazendo compras que não serão declaradas em seus
relatórios financeiros. Mas como podemos identificar esses caixas
dois?
Inicialmente,
veja-se o exemplo de uma indústria para entender os mecanismos do
caixa - dois: esta organização começou suas atividades de produção
de colchões para automóveis em alta e com o decorrer do tempo, a
sua produtividade e procura veio caindo gradativamente. Para escapar
da quebra da empresa a indústria compra matéria-prima de segunda
qualidade e sem nota fiscal. Ao fazer isso a indústria vende sem
notas fiscais para não precisar pagar impostos sobre as vendas. O
colchão de baixa qualidade é mais pesado que o de primeira e para
dar peso costuma-se encher de minério. O metro cúbico do colchão
de qualidade pesa cerca de 70 quilos e seu preço ao consumidor final
é maior.
Para a
empresa não ser descoberta pelo fisco deve ser seguidora das leis
vigentes, mas isso pode fazer com que o controle seja perdido. Quando
a inflação mensal chegava a 88% os preços sofriam aumentos
constantes. Isso foi o fato gerador das conhecidas compras do mês,
artifícios para se evitar os efeitos dos aumentos generalizados de
preços. Para parar a inflação, uma das táticas foi o aumento dos
salários, mas mesmo assim, os preços aumentavam. Era possível ao
empresário pagar parte do salário, guardar por dois dias e esperar
o dinheiro render.
Os
contadores da época de Collor não trabalhavam com a contabilidade
gerencial. Usavam um fiador responsável por assinar os papéis que
lhe enviavam, muitas vezes sem ter conhecimento do que tratavam. Se
ocorresse algum problema o fiador seria o responsável legal por quem
quer tivesse prejudicado, antes mesmo do dono da empresa. Pelo novo
código civil é proibido fazer caixa – dois.
Se por
exemplo o contador que desviou os recursos (que seriam por lei do
governo) não contabilizando todo o caixa acabar prejudicando um
terceiro este profissional será responsabilizado civil e
criminalmente, recebendo multa ou tendo o registro profissional
cassado, além de ter o próprio patrimônio comprometido para o
ressarcimento de todos os danos que causou; mesmo que tenha sido
pressionado pelo seu chefe.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Gestão Financeira para o empresário
Qualquer
profissional de administração ou de Ciências Contábeis gostaria
de ter no currículo anos de experiência nas gigantes sociedades
econômicas que têm domínio sobre o mercado. Seus conhecimentos
ganham credibilidade e seu trabalho acaba impondo respeito e muito
valor. As grandes corporações são alvos dos estudos mais
avançadas e tornam-se modelos para os concorrentes.
Das
técnicas de mensuração do custo tais como o custeio variável,
absorção e ABC às ferramentas de gestão e análise como o
EVA foram desenvolvidas com base nestas grandes empresas - e para
estas empresas. Os procedimentos de auditorias externas existem para
as S/As com ações nas bolsas de valores, detentoras de
consideráveis volumes de recursos.
A
contabilização de diferido de desenvolvimento de novas tecnologias
só ocorre nas grandes organizações. E até mesmo os escândalos
financeiros somente ganham destaque se a referida organização
tiver peso na economia, como ocorreu com a Enron.
E até
alguns escritórios de contabilidades preferem empresas de médio
porte para cima, pois julgam que as empresas micro e pequenas são
mais suscetíveis de não honrar suas dívidas e já vem com
histórico desorganizado, o que dava mais trabalho para a
escrituração. Contudo estes pequenos negócios não deixam de
ter importância.
Apesar de
não ser o foco da economia representam quase a totalidade das
empresas do País, 67% das pessoas ocupadas, 62% das empresas
exportadoras, e 20% do PIB. Conforme o SEBRAE esses dados
mostram que a renda nacional tem relação direta com o número
destas empresas. São 56% dos empregados com carteira assinada nas
micro e pequenas empresas, logo, mais da metade dos assalariados
trabalham fora do foco dos grandes estudos corporativos.
Não
desenvolvem as tecnologias mais avançadas nem mesmo são
responsáveis pelo maior parcela de nossas exportações, mas,
trabalham na base do consumo: produzem em baixas escalas, com preços
unitários baixos e atendem o consumidor final. Não é o preferido
da economia e do mercado, mas é o contexto em que está o
Brasil e que também precisa de estímulos e aceita estudos para
melhorar.
Assim como
qualquer pessoa física uma pessoa jurídica, tal como uma empresa,
para ser reconhecida de direito deve providenciar a sua certidão
de nascimento. Os empreendedores pais de uma pequena ideia de
atividade mercantil procuram esta certidão pelo contrato social ou
se for apenas um individual, a declaração de firma individual.
Uma pequena empresa pode ser constituída juridicamente por
firma individual ou de responsabilidade limitada.
Na
primeira hipótese o empresário individual dá seu nome à empresa,
contudo não deve confundir seu patrimônio com o patrimônio da
empresa, o que iria ferir o princípio contábil da Entidade.
Geralmente o dinheiro do caixa é retirado para cobrir os problemas
individuais de seu proprietário, o que enfraquece o controle
sobre os recursos e gastos e consequentemente leva a morte do
negócio.
Esse
fracasso é ruim para qualquer empresário, ninguém gostaria de ver
o sonho ruir, principalmente se este for de um empresário
individual. E por que razão este é o mais prejudicado? Não é que
na segunda hipótese o empresário também não acabe perdendo o
sono, mas acontece que na empresa de um único empresário há a
responsabilidade ilimitada deste em honrar suas dividas perante
seus fornecedores, seja o motivo da falência doloso ou não. Vamos
entender isso melhor.
Por que
numa limitada isso não ocorre? A resposta é que pode ocorrer que
seus fundadores também sejam responsabilizados integralmente,
porém, apenas o serão caso seja constada culpa na falência por
parte deles. Por exemplo, descobriu-se que a empresa Alfa falsificava
notas fiscais para pagar menos imposto e ao ser descoberta foi
obrigada a pagar pelo crime, o que a levou a fechar as portas e
deixar uma considerável dívida à empresa Beta, a sua fornecedora.
Todos os recursos disponíveis seriam usados para a quitação da
divida, inclusive os bens dos sócios. Todavia, se a empresa
Alfa falisse por incompetência isso não aconteceria.
A natureza
jurídica da entidade favorece os sócios nesse último problema, ao
passo que na firmar individual, de responsabilidade ilimitada, a Lei
é mais rígida e com culpa ou sem todos os recursos do próprio
empresário ficam comprometidos se o caixa for insuficiente para
pagar seus credores.
Para o
SEBRAE a classificação de uma empresa em micro, pequena, média ou
grande depende basicamente do número de funcionários (porte).
Micro e pequenas empresas por esta metodologia restringem-se até
49 empregados no comércio e serviços e 99 empregados na indústria.
Para o Fisco o critério é o faturamento. Segundo a Lei
Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006, capítulo II,
artigo 3º, entende-se por microempresa a que consegue em cada
ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00,
sendo classificado como empresa de pequeno porte caso supere
este patamar e não ultrapasse o total de R$ 2.400.000.
Independente
da forma como classificamos a empresa devemos ter em mente que
qualquer uma pode fechar suas portas caso não saiba gerir bem o lado
financeiro. Pesquisa do SEBRAE indica que o micro e pequeno
empresário e até mesmo médio e grande acabam perdendo o controle
do empreendimento quando tratam os recursos financeiros da
organização como o faz com as finanças da família.
Consideremos
um individuo comum que prefere manter distância do mundo dos juros,
taxas e empréstimos, mantêm seus gastos moderadamente controlados e
que consume vez ou outro mais do que ganha. Um dia deixa o emprego e
com o FGTS abre o próprio negocio, mas continua distante da
matemática financeira. No final não sabe como empregar os recursos,
aceita qualquer oferta sem estudos e fica endividado, o que o leva a
retirar recursos da empresa para resolver problemas pessoais.
Consequentemente o sonho acaba em menos de 5 anos.
Diferentemente
de países mais desenvolvidos, onde a educação empreendedora é
cultural, no Brasil a geração de uma empresa surge por necessidade
e com falha. O individuo tem vontade de ver o seu projeto render,
contudo não se prepara para os problemas que encontrara no caminho.
Em decorrência da falta de um completo plano de negócios o
empresário despreparado se lança no mercado sem conhecer as
armadilhas do crédito, os concorrentes, e os produtos e serviços
mais procurados. Nem faz investimentos e vai ao gosto popular do
“guarda dinheiro no dia que sobrar”. Não sobra.
O grande
obstáculo para o empresário pode ser resumido como a sua
mentalidade fechada: não guarda dinheiro, pois não se contenta com
o retorno baixo, persiste em ter a estratégia escrita somente da
cabeça e falta de apoio. Qual banco aceitava emprestar capital ao
empresário conhecido por envolver os problemas pessoais
no trabalho ou mesmo de insistir em ofertas do que não é
procurado, no momento errado e em local desconhecido. E da mesma
forma não adianta obter recursos e administrá-los da pior maneira
possível.
Podemos
imaginar como exemplo o padeiro que faz bolo e vende a vinte e quatro
reais com oito pedaços e também pode vender cada pedaço a dois
reais e cinquenta centavos (o cliente poderá simplesmente
compra oito pedaços separados e pagar R$ 20,00 e sai ganhando quatro
reais). É pura falta de preparo. Como resultado, há segundo o
SEBRAE, o total de 60% das micro e pequenas empresas que fecham as
portas antes de completar cinco anos de funcionamento.
Em duas
pesquisas realizadas nos períodos de 1990 a 2000 e de 2002 a 2003
percebe-se que os hábitos causados do mau funcionamento de declínio
do empreendimento continuaram dedica pouco tempo para a empresa e
mantém deteriorada a direção entre o que é o dinheiro do
empresário e o da empresa. Chegam ao ponto de considerar o
faturamento e não o lucro da empresa como se fosse o salário, livre
para o direito do proprietário em itens supérfluos.
Na
pesquisa realizada pelo departamento de administração da
Universidade Federal de Viçosa (UFV) verificou-se que é
indispensável à capacitação técnica do empresário em
importantes aspectos do negócio. É raro, por exemplo, que o
micro e pequena empresa tinham conhecimento de custo e formação de
preso. Acaba assim criando o preço que julga melhor e não levam em
consideração os gastos incorridos tampouco se vai conseguir se
igualar ao concorrente, formar caixa e ampliar o negócio.
Não leva
em conta a existência, inclusive, de ciclos operacionais, prazos a
serem compridos e o capital necessário para se manter, que veremos a
seguir.
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