Estamos
vivendo a era da globalização, onde as empresas estão tendo que se
adaptar ao atual momento econômico e social, necessitando com que as
mesmas trabalhem com um maior grau de flexibilidade, para se adaptar
a este novo cenário, onde fatores como o alto grau de
competitividade entre as empresas é muito grande, o avanço contínuo
da tecnologia de informação, surgimento de novos produtos que a
cada dia estão mais modernos, e a abertura do mercado para novos
concorrentes, e o momento econômico é propicio e favorável para
essa expansão da produtividade das empresas.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
O que é GECON
O sistema
GECON é um modelo gerencial de administração baseado em resultados
econômicos, contemplando o sistema de gestão e o sistema de
informação que integrados objetivam a eficácia empresarial.
O sistema
de gestão envolve os aspectos de planejamento, execução e controle
das atividades, sendo estruturado com base na missão da empresa,
crenças e valores e busca excelência empresarial e otimização do
desempenho econômico da empresa. O sistema de informação envolve
os aspectos informativos, ou seja, ferramentas que auxiliem no
processo de tomada de decisão, abrangendo diversos módulos, como
vendas, investimentos, finanças, estocagem, etc. O sistema de
informação permite que os resultados gerados sejam avaliados e
também as áreas organizacionais através da avaliação de
desempenho, aonde é possível a identificação de variações e
mostra as verdadeiras causas de desvios.
O objetivo
da GECON é a otimização dos resultados por meio de melhorias de
produtividade e eficiência operacionais. O GECON adota alguns
princípios:
-
A eficácia das áreas promove a eficácia da empresa;
-
As áreas só sofrem responsabilidade sobre eventos que realmente tenham responsabilidade, nada é transferível para outras áreas, inclusive os resultados de decisões financeiras tomadas por gestores operacionais são imputados a sua área respectiva;
-
A avaliação das áreas é resultados não só de custos, mas também e receitas geradas.
Sendo
assim, os conceitos de gestão econômica são distribuídos e
incorporados por decisão e ação em todas as áreas da empresa,
dentro de uma visão de corresponsabilidade.
Com as
mudanças no cenário mundial é exigida dos gestores uma visão
total do sistema que envolve as organizações empresariais. O
Sistema GECON promove uma maior transparência e maior envolvimento
de todas as áreas e gestores, que são avaliados por sua
contribuição efetiva e com a grande transparência de processos
eles possuem uma visão clara do que vem ocorrendo, agilizando o
processo decisório e de ação, caso necessário, já que com a
monitoração eficaz também é possível minimizar riscos. Tendo,
portanto, como finalidade a identificação, mensuração, informação
e decisão sobre os eventos econômicos.
O sistema
GECON objetiva, a confiabilidade e oportunidade, propiciando maior
nível de delegação de autoridade sem perda de controle, além
disso, busca estimular a criatividade dos gestores e seu envolvimento
efetivo.
A proposta
é que a empresa seja analisada como um sistema organizacional que
exerce atividade econômica, não sendo relevante a forma jurídica
como se constitui, tão pouco com a natureza dos benefícios gerados.
A diferente ideia de sistema tem ajudado a compreensão de vários
assuntos no âmbito de organizações empresariais, isso vale também
sobre a sua definição. Sistemas são conjuntos de elementos
interdependentes, cada um com seu desenvolvimento de função, para
atingir os objetivos do todo, justificando a união de suas partes.
Os
sistemas em relação a sua capacidade de interação podem ser
abertos ou fechados, onde os abertos são capazes de interagir com o
meio ambiente e os fechados não. Em relação a sua capacidade de
alterar suas características por consequência de realização de
atividades podem ser: estáticas, aonde não realizam atividades,
portanto não sofrem modificações; dinâmicas, tem suas
características alteradas de acordo com realização de atividades,
internas ou em consequência de seu ambiente, e homeostáticas, são
considerados estáticos em relação ao ambiente externo, mas
dinâmicos quanto ao seu funcionamento.
A
continuidade, a sobrevivência, o crescimento e o desenvolvimento de
uma organização estão na sua capacidade de interagir com o
ambiente em que está inserida. A organização sofre influência
externa, e influencia o ambiente em que faz parte. Muitas das
influências externas não podem ser previstas ou controladas. Sob o
enfoque da teoria dos sistemas, as organizações caracterizam-se
como um sistema aberto e dinâmico, onde o sistema é visto como um
conjunto de elementos interdependentes que, interagem entre si, com
determinados objetivos e efetuam determinadas funções. Como um
sistema aberto a empresa está constantemente interagindo com o
ambiente e como sistema dinâmico realiza atividades que a mantém em
constante mutação.
O ambiente
externo é um conjunto de entidades que direta ou indiretamente
impactam ou são impactados pela atuação da empresa, constando os
ambientes remotos e próximos. Um ambiente remoto é composto de
entidades que embora possa não se relacionar diretamente, possuem
autoridade, domínio, ou influência para definir variáveis, uns
exemplos claros são governo e entidades regulatórias. O ambiente
próximo e composto de entidades que atuam e competem tais como
fornecedores, concorrentes e os próprios clientes. Segmento é
definido como um conjunto de atividades que constituem determinados
estágios de ciclo econômico, que inicia desde a obtenção de
insumos até o consumo final dos produtos ou serviços gerados. A
adaptabilidade ao ambiente externo e ao qual está inserida,
autocontrole para manter dentro do limite normal algumas variáveis e
informação são aspectos que precisam ser analisados e aplicados
objetivando o pressuposto da continuidade e durabilidade da empresa.
A Missão
caracteriza a verdadeira razão de existência da empresa, assumindo
papel permanente e direcionando seu modo de ação, que devem fluir
independente de condições ambientais do momento e também de
condições internas. Os objetivos da empresa devem ser formulados de
acordo com a sua missão, visando orientar a sua atuação. Os
objetivos sociais e econômicos da empresa devem ser conciliados,
pois se tratam do equilíbrio que a empresa necessita na sua
estrutura. A organização é composta de vários subsistemas do
sistema principal, cada um tem suas características próprias, porém
de forma se relacionar na constituição de um todo, e com objetivos
ou uma razão que integra e justifica a reunião de suas partes.
-
Subsistema institucional: crenças, valores e expectativas dos proprietários da empresa que se convertem em diretrizes e norteiam o comportamento diante do ambiente externo.
-
Subsistema físico: elementos materiais da empresa, imóveis, instalações, máquinas, veículos, etc.
-
Subsistema social: elementos humanos da empresa e suas características próprias.
-
Subsistema organizacional: como são agrupadas as atividades da empresa (departamentalização).
-
Subsistema de gestão: orienta a realização das atividades da empresa a seus propósitos, ou seja, a dinâmica do sistema. Planejamento, execução e controle das atividades empresariais.
-
Subsistema de informação: processamento e geração de informações.
De acordo
com a GECON, o modelo de gestão deve explicitar todas as regras
básicas ou diretrizes principais para gestão da empresa, para que
cumpra a missão para a qual foi constituída. O processo de gestão
configura-se com base nas definições do modelo de gestão da
empresa, procurando assegurar que as decisões conduzam para a missão
pela qual foi criada.
A eficácia
empresarial se caracteriza pelo grau de atendimento da missão do
negócio e garantia de continuidade da entidade. Entende-se por
eficácia a capacidade gerencial de “fazer com que as coisas sejam
realizadas”, ou atingir os resultados planejados.
Na
eficácia entende-se também que não é simplesmente atingir ou não
um objetivo, mas a visão de diferentes graus de atendimento. Em se
tratando de alcance da eficácia do sistema empresa e de cada uma de
suas partes implicam em levar em consideração requisitos
fundamentais, como produtividade, eficiência, satisfação,
adaptabilidade do processo decisório e desenvolvimento.
Diversos
autores apresentam a sua visão sobre eficácia empresarial. Gibson
(ET al.1988:77) define eficácia como sendo o grau que as
organizações atingem a sua missão, metas e objetivos, dentro de
seus recursos.
O
resultado econômico constitui a melhor maneira de mensurar a
eficácia empresarial, com o objetivo de conduzi-la a melhores níveis
adequando a realidade da empresa. Se uma empresa é eficiente, este
ponto estará refletido no lucro de forma positiva, o mesmo acontece
se a mesma satisfizer seus clientes, ou tiver uma posição vantajosa
no mercado, e assim também com os demais índices. No entanto, o
lucro não é o contábil, o ortodoxo segundo a legislação ou
normas contábeis, mas sim o lucro econômico, medido através de um
sistema de mensuração que realmente espelhe o patrimônio econômico
empresarial e suas mutações.
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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Diferencial da Contabilidade Gerencial à tradicional

O que seria contabilidade gerencial? O que diferencia a contabilidade gerencial para a tradicional que conhecemos? Bom de modo geral, a contabilidade gerencial é um pouco mais avançada que a tradicional. A tradicional como sabemos é a contabilidade que:
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Inflação e índices de preços
O
dinheiro de hoje não terá o mesmo valor daqui a um ano. O que
matematicamente seria impossível ocorre na Gestão Financeira. Se
por exemplo guardássemos 100 mil reais numa caixa em casa com o
objetivo de pegar resgate em vinte ou trinta anos terá uma
desagradável surpresa ao ver que o valioso dinheiro não seria mais
tão valioso.
Partindo
do pressuposto que o dinheiro é corroído pelo tempo podemos
entender melhor a existência dos juros da Matemática Financeira.
Nessa sessão buscaremos demonstrar as causas da inflação e por
fim, relacionaremos com os conceitos básicos em finanças.
No
tempo em que ainda não existia o dinheiro o homem mantinha suas
relações comerciais com formas alternativas. De safras de grãos,
cereais e animais poderia adquirir o que precisasse mesmo sem poder
ter troco (trocar uma cesta de alimentos por meia vaca não seria
possível).
Como
conservante nas longas viagens no deserto veio o sal, pai do salário.
Com
o mercantilismo do ouro e prata gerou-se o valor pelo metal e em
decorrência, a falta de segurança. Como solução a riqueza era
guardada em castelos e poderiam ser resgatadas por meio de recibo.
Era uma forma de garantia para o dono, uma vez que apenas este
poderia resgatar sua riqueza, mas, eram ruins de transportar. O
certificado de papel evoluiu e virou o papel moeda. O país deveria
ter um total em moeda equivalente ao total que tivesse de metais.
Atualmente
o dinheiro é tão corrente que se tornou virtual. Compras e vendas
são negociadas sem que o dinheiro seja físico. Com o dinheiro
adquirimos produtos e serviços, mensurados pelo preço.
Conforme
o produto ou serviço fica mais difícil de ser obtido torna-se mais
procurado e consequentemente o seu preço aumenta. Na sociedade
coletora as bananas eram colhidas sem grande dificuldade e em
decorrência disso eram quase de graça. Do caminho da fazenda para o
sítio o terreno de produção diminuiu, juntamente com as
quantidades de bananas, embora o preço tenha aumentado. Da
bananeira para as dúzias e finalmente para as unidades vemos
claramente que a demanda pelo produto permaneceu, ao passo que a
terra gradativamente diminui.
O
conceito de Renda da Terra de David Ricardo cabe perfeitamente nesse
caso. Segundo Ricardo se a população cresce o consumo aumenta
e em decorrência disso a produção vai romper barreiras e
procurar novos terrenos até o momento que a última a área a ser
utilizada é a que produz menos, mas, tem preço mais elevado.
O
mesmo ocorre com a sala de aula: sala em que cabem 100 alunos pode
funcionar com 70 vagas preenchidas, mas se ultrapassar em 20 alunos
forma-se uma nova turma, que para compensar os custos relativamente
pagará mais caro pela sala. É a Lei da Oferta e da Procura. A
escassez do produto faz com que o seu preço aumente e o processo
deste aumento persistente e generalizado para diversos outros se
chama inflação.
Quando
a quantidade de moeda e a velocidade das compras no mercado são
diferentes de todos os preços e transação ocorre à inflação. A
expressão M x V semelhante a P x T explica essa teoria. Desta
forma, se a moeda cai (M > produtos = M cai).
Quanto
mais o consumo avança maior a inflação. Por esta razão o governo
aumenta a taxa básica de juros da economia – Selic – freando o
consumo por meio do investimento. Com a Selic alta investe-se mais em
papéis do governo, diminuindo o consumo e a inflação. É por causa
da inflação que o poder de compra fica menor. O que seria possível
comprar no presente pode não ser no futuro.
Quem
aplica o seu capital em um fundo de investimento de longo prazo usa a
matemática financeira para escapar do efeito corrosivo da
inflação. Seu capital vai render juros que compensarão à per dado
poder aquisitivo da moeda com o passar do tempo.
Nos
bancos dos cursos de graduação das universidades dificilmente
entram na grade curricular os índices de preços. Estes
medidores da inflação são constantemente vistos nos jornais de
qualquer meio de comunicação, contudo podem causar mais dúvidas do
que soluções. Ouvimos que tal produto é corrigido pelo IGPM e que
o IPCA aumentou, mas em nada nos ajudam estes dados sem que saibamos
do que tratam.
Então
para desamarrar alguns nós vamos conhecer algumas destas siglas e
ver como são apenas índices, nada de mais complexo.
O
primeiro a citar é o IPC – FIPE (Índice de Preços ao
Consumidor). Este indicador foi criado pelo FIPE/USP para abordar o
varejo – produtos e serviços – apenas no município de São
Paulo, para famílias que ganham entre 1 e 20 salários-mínimos.
Todo
o índice de preços apresenta as mesmas características:
delimitação do conjunto de produtos ou serviços a serem estudados,
o lugar geográfico e o público alvo. No IPC da FIPE/USP notamos
claramente estes efeitos e mais adiante poderemos ver o quanto este
índice é restrito.
Qualquer
um pode criar seus próprios índices, basta estabelecer os ele etos
do estudo e conhecer cálculos estatísticos. Uma dona do lar
pode, por exemplo, criar um índice de carne bovina de primeira
qualidade pesquisando o preço do alimento em vários
estabelecimentos por dois meses. Supondo que a média dos preços em
setembro de 2007 fosse de R$ 10,25 e que teve um aumento de para R$
10,55 no mês seguinte formaria o índice de aumento de 2,93%.
Deixando
o IPC FIPE vejamos agora o conhecido IGP-M (Índice geral de preços
do mercado). Calculado pela Fundação Getúlio Vargas tem um período
de quase um mês e para ser terminado, este índice precisa de outros
três indicadores: IPA (Índice de Preços no Atacado), IPC (Índice
de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional dos Custos da
Construção), representando, respectivamente, 60%, 30% e 10%.
O
IPC é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e aborda as famílias
que ganham de 1 a 33 salários-mínimos de São Paulo e Rio de
Janeiro. O IPA também é calculado pela FGV e aborda os produtos
do mercado atacadista, sendo um índice primário (pesquisado “in
loco” e terem como objeto de estudo os produtos para a
indústria).
Todo
o produto que não pode ser beneficiado após um estágio e que tem o
seu preço em dólar usado nesse índice. Temos como exemplo o
petróleo, que é vendido cotado em dólar e por barril e com um
padrão limite de qualidade. O aço é outro produto com estas
características: é comprado no atacado e não dá para agregar
mais valor e por esta razão somente pode ser vendido pelo preço
internacional.
Desta
forma é um índice de fora e estuda os produtos derivados que por
causa da origem sofrem alterações no preço em moeda
estrangeira.
O
INCC, da FGV, mede os preços do pedreiro, do encanador, do
eletricista e de toda a mão-de-obra do varejo. O índice de preços
com maior abrangência é o IPCA – Índice de Preços ao
Consumidor Ampliado. É calculado pelo IBGE e abrange as regiões
metropolitanas de Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo,
Goiânia, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém.
Pela
área geográfica equivale ao INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor), porém mede a variação dos produtos e serviços para
as famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos, ao passo que o
INPC apenas de 1 a 8 famílias. Mas mesmo sendo mais abrangente é só
observar um mapa político do Brasil para vermos que deixa de lado a
maior parte da região central e norte e os Estados do Maranhão e
Piauí.
Outro
fato é que estuda apenas as famílias das regiões metropolitanas, o
que deixa no final um resultado duvidoso.
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Gestão Financeira para o empresário
Qualquer
profissional de administração ou de Ciências Contábeis gostaria
de ter no currículo anos de experiência nas gigantes sociedades
econômicas que têm domínio sobre o mercado. Seus conhecimentos
ganham credibilidade e seu trabalho acaba impondo respeito e muito
valor. As grandes corporações são alvos dos estudos mais
avançadas e tornam-se modelos para os concorrentes.
Das
técnicas de mensuração do custo tais como o custeio variável,
absorção e ABC às ferramentas de gestão e análise como o
EVA foram desenvolvidas com base nestas grandes empresas - e para
estas empresas. Os procedimentos de auditorias externas existem para
as S/As com ações nas bolsas de valores, detentoras de
consideráveis volumes de recursos.
A
contabilização de diferido de desenvolvimento de novas tecnologias
só ocorre nas grandes organizações. E até mesmo os escândalos
financeiros somente ganham destaque se a referida organização
tiver peso na economia, como ocorreu com a Enron.
E até
alguns escritórios de contabilidades preferem empresas de médio
porte para cima, pois julgam que as empresas micro e pequenas são
mais suscetíveis de não honrar suas dívidas e já vem com
histórico desorganizado, o que dava mais trabalho para a
escrituração. Contudo estes pequenos negócios não deixam de
ter importância.
Apesar de
não ser o foco da economia representam quase a totalidade das
empresas do País, 67% das pessoas ocupadas, 62% das empresas
exportadoras, e 20% do PIB. Conforme o SEBRAE esses dados
mostram que a renda nacional tem relação direta com o número
destas empresas. São 56% dos empregados com carteira assinada nas
micro e pequenas empresas, logo, mais da metade dos assalariados
trabalham fora do foco dos grandes estudos corporativos.
Não
desenvolvem as tecnologias mais avançadas nem mesmo são
responsáveis pelo maior parcela de nossas exportações, mas,
trabalham na base do consumo: produzem em baixas escalas, com preços
unitários baixos e atendem o consumidor final. Não é o preferido
da economia e do mercado, mas é o contexto em que está o
Brasil e que também precisa de estímulos e aceita estudos para
melhorar.
Assim como
qualquer pessoa física uma pessoa jurídica, tal como uma empresa,
para ser reconhecida de direito deve providenciar a sua certidão
de nascimento. Os empreendedores pais de uma pequena ideia de
atividade mercantil procuram esta certidão pelo contrato social ou
se for apenas um individual, a declaração de firma individual.
Uma pequena empresa pode ser constituída juridicamente por
firma individual ou de responsabilidade limitada.
Na
primeira hipótese o empresário individual dá seu nome à empresa,
contudo não deve confundir seu patrimônio com o patrimônio da
empresa, o que iria ferir o princípio contábil da Entidade.
Geralmente o dinheiro do caixa é retirado para cobrir os problemas
individuais de seu proprietário, o que enfraquece o controle
sobre os recursos e gastos e consequentemente leva a morte do
negócio.
Esse
fracasso é ruim para qualquer empresário, ninguém gostaria de ver
o sonho ruir, principalmente se este for de um empresário
individual. E por que razão este é o mais prejudicado? Não é que
na segunda hipótese o empresário também não acabe perdendo o
sono, mas acontece que na empresa de um único empresário há a
responsabilidade ilimitada deste em honrar suas dividas perante
seus fornecedores, seja o motivo da falência doloso ou não. Vamos
entender isso melhor.
Por que
numa limitada isso não ocorre? A resposta é que pode ocorrer que
seus fundadores também sejam responsabilizados integralmente,
porém, apenas o serão caso seja constada culpa na falência por
parte deles. Por exemplo, descobriu-se que a empresa Alfa falsificava
notas fiscais para pagar menos imposto e ao ser descoberta foi
obrigada a pagar pelo crime, o que a levou a fechar as portas e
deixar uma considerável dívida à empresa Beta, a sua fornecedora.
Todos os recursos disponíveis seriam usados para a quitação da
divida, inclusive os bens dos sócios. Todavia, se a empresa
Alfa falisse por incompetência isso não aconteceria.
A natureza
jurídica da entidade favorece os sócios nesse último problema, ao
passo que na firmar individual, de responsabilidade ilimitada, a Lei
é mais rígida e com culpa ou sem todos os recursos do próprio
empresário ficam comprometidos se o caixa for insuficiente para
pagar seus credores.
Para o
SEBRAE a classificação de uma empresa em micro, pequena, média ou
grande depende basicamente do número de funcionários (porte).
Micro e pequenas empresas por esta metodologia restringem-se até
49 empregados no comércio e serviços e 99 empregados na indústria.
Para o Fisco o critério é o faturamento. Segundo a Lei
Complementar nº. 123, de 14 de dezembro de 2006, capítulo II,
artigo 3º, entende-se por microempresa a que consegue em cada
ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00,
sendo classificado como empresa de pequeno porte caso supere
este patamar e não ultrapasse o total de R$ 2.400.000.
Independente
da forma como classificamos a empresa devemos ter em mente que
qualquer uma pode fechar suas portas caso não saiba gerir bem o lado
financeiro. Pesquisa do SEBRAE indica que o micro e pequeno
empresário e até mesmo médio e grande acabam perdendo o controle
do empreendimento quando tratam os recursos financeiros da
organização como o faz com as finanças da família.
Consideremos
um individuo comum que prefere manter distância do mundo dos juros,
taxas e empréstimos, mantêm seus gastos moderadamente controlados e
que consume vez ou outro mais do que ganha. Um dia deixa o emprego e
com o FGTS abre o próprio negocio, mas continua distante da
matemática financeira. No final não sabe como empregar os recursos,
aceita qualquer oferta sem estudos e fica endividado, o que o leva a
retirar recursos da empresa para resolver problemas pessoais.
Consequentemente o sonho acaba em menos de 5 anos.
Diferentemente
de países mais desenvolvidos, onde a educação empreendedora é
cultural, no Brasil a geração de uma empresa surge por necessidade
e com falha. O individuo tem vontade de ver o seu projeto render,
contudo não se prepara para os problemas que encontrara no caminho.
Em decorrência da falta de um completo plano de negócios o
empresário despreparado se lança no mercado sem conhecer as
armadilhas do crédito, os concorrentes, e os produtos e serviços
mais procurados. Nem faz investimentos e vai ao gosto popular do
“guarda dinheiro no dia que sobrar”. Não sobra.
O grande
obstáculo para o empresário pode ser resumido como a sua
mentalidade fechada: não guarda dinheiro, pois não se contenta com
o retorno baixo, persiste em ter a estratégia escrita somente da
cabeça e falta de apoio. Qual banco aceitava emprestar capital ao
empresário conhecido por envolver os problemas pessoais
no trabalho ou mesmo de insistir em ofertas do que não é
procurado, no momento errado e em local desconhecido. E da mesma
forma não adianta obter recursos e administrá-los da pior maneira
possível.
Podemos
imaginar como exemplo o padeiro que faz bolo e vende a vinte e quatro
reais com oito pedaços e também pode vender cada pedaço a dois
reais e cinquenta centavos (o cliente poderá simplesmente
compra oito pedaços separados e pagar R$ 20,00 e sai ganhando quatro
reais). É pura falta de preparo. Como resultado, há segundo o
SEBRAE, o total de 60% das micro e pequenas empresas que fecham as
portas antes de completar cinco anos de funcionamento.
Em duas
pesquisas realizadas nos períodos de 1990 a 2000 e de 2002 a 2003
percebe-se que os hábitos causados do mau funcionamento de declínio
do empreendimento continuaram dedica pouco tempo para a empresa e
mantém deteriorada a direção entre o que é o dinheiro do
empresário e o da empresa. Chegam ao ponto de considerar o
faturamento e não o lucro da empresa como se fosse o salário, livre
para o direito do proprietário em itens supérfluos.
Na
pesquisa realizada pelo departamento de administração da
Universidade Federal de Viçosa (UFV) verificou-se que é
indispensável à capacitação técnica do empresário em
importantes aspectos do negócio. É raro, por exemplo, que o
micro e pequena empresa tinham conhecimento de custo e formação de
preso. Acaba assim criando o preço que julga melhor e não levam em
consideração os gastos incorridos tampouco se vai conseguir se
igualar ao concorrente, formar caixa e ampliar o negócio.
Não leva
em conta a existência, inclusive, de ciclos operacionais, prazos a
serem compridos e o capital necessário para se manter, que veremos a
seguir.
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