segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Política monetária expansionista e restritiva


Política expansionista: O governo injeta recursos no mercado para melhorar o consumo e assim fomentar o mercado. No período de crescimento de JK era focado na política expansionista, com o ideal de fazer o Brasil crescer economicamente muitos anos em apenas um único mandato do então presidente da república.

Política restritiva: com a inflação em alta – isto é, aumento generalizado, constante e prolongado dos preços – o governo retira recursos para diminuir o consumo e assim, frear a demanda e consequentemente, diminuir os preços. Atualmente, em meio á crise econômica em que estamos passando, o objetivo do governo é o controle da inflação, que está destruindo o poder de compra da população. Para isso, o Banco Central mantém a Selic em alta, o que é o resumo de uma política restitiva, ou seja, objetiva diminuir o consumo ao aumentar os custos dos produtos com o aumento da taxa básica de juros. As empresas e a população diminuem os investimentos em produção ou consumo e passam a investir em títulos do governo.


Outros meios das Políticas Econômicas

Recolhimentos compulsórios: uma parte de todos os depósitos nos bancos efetuados à vista e à prazo vai para o Governo, recolhido por meio do Banco Central.
Operações de mercado: em operações de mercado aberto, as compras e as vendas de títulos públicos no mercado servirão para aumentar os meios de pagamentos, por meio dos resgastes dos títulos no mercado ou bem como; servirão para diminuir os meios de pagamento com a emissão de títulos e diminuindo a moeda real de circulação.
Políticas de redesconto bancário e empréstimos de liquidez: as pessoas físicas e jurídicas fazem seus depósitos e depois, supondo que muita dessa gente vá e efetue saques totais, ocorre uma situação de liquidez zerada para os bancos. O Banco Central então disponibiliza dos recursos necessários para que o banco continue com suas atividades normais e diárias, em forma de empréstimo. É claro que essa é uma situação incomum, uma vez que dificilmente todos os clientes de um banco resolveriam retirar seus depósitos num mesmo período de tempo.


A política fiscal

A Política Fiscal trata, sintaticamente, da forma de controles das receitas e das despesas do governo. Quando os gastos públicos são muito elevados surge a necessidade de criação de novos tributos ou aumento de alguns que já existem, como forma de cobertura do deficit gerado pelo rombo da má gestão pública.
O aumento dos impostos encarece os custos dos bens e serviços e consequentemente, diminui o poder aquisitivo das famílias e isso se reflete na retração do consumo no mercado. Isso também gera uma redução nos investimentos pois, as empresas optam por deixar de usar seus recurso em novos investimentos (compra de máquinas, instalações, prédios) e escolhem por poupar para o futuro e para o pagamento dos impostos e contribuições que irão aumentar. Com esse movimento, cerca de 40% do que é arrecadado no país é usado apenas para o pagamento de tributos.
Quando há aumento de tributos, há também aumento de receitas para o Governo. No entanto, a dívida externa consome a maior parte da arrecadação. O principal gasto do governo e, que não para de crescer, é com a Previdência. Isso deve-se à longevidade da população, isto é, ao aumento da expectativa de vida após a concessão da aposentadoria. Também contribui o fato de empregos com carteira assinada ter crescido menos que o número de pessoas que se aposentam.
O governo pagou a dívida externa antecipadamente e com isso, deixou de pagar juros proveniente dos encargos. Pagou antecipado pois estava cheio de dólares e também possuía recursos suficientes para retirar do mercado a moeda estrangeira e assim diminuir a taxa cambial, o que beneficiou o mercado exportador. Quando o governo emite moeda (a segunda alternativa, no quadro anterior), aumenta a inflação. Apenas o aumento dos tributos não gera despesas, mas prejudica o consumo e os investimentos.


A política cambial

É baseada na administração das taxas de câmbio. A principal característica do Comércio Internacional reside na utilização de diferentes moedas, sendo que a mais usada é o dólar, a tal modo que é a usada pelos países negociarem no mercado externo, como o Brasil. Muitas vezes o reajuste dos preços é baseado em moedas estrangeiras.
As taxas cambiais podem ser fixas ou flutuantes, a saber:
Taxas cambiais fixas: são aquelas atreladas a um ativo padrão, normalmente o dólar. Quando uma empresa precisa de empréstimos pode pedir ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES –, sendo que este último pode pedir a cesta de moedas (diferentes moedas juntas, com suas taxas cambiais. Para ficar fixa, altera-se a quantidade de moedas negociadas no mercado. A taxa fixa está atrelada a uma moeda fluente no mundo e isso é tão global que até países com economia mista, como a China, a utilizam. Se fosse flutuante a moeda chinesa seria a mais forte.
Taxas cambiais flutuantes: são as adotadas pelo Brasil, que variam conforme a demanda do mercado. Isso faz com que haja muito dólar aqui e que o real fique forte. Logo, taxas cambiais flutuantes são aquelas que acompanham as oscilações da economia. Para o exportador ela facilita quando a moeda (o dólar ou euro) está mais cara, pois assim, recebe mais ao final da transação. Por outro lado, para o importador é bom quando a moeda estrangeira está mais barata, pois pagará menos pelas compras.
Quando o real está desvalorizado é preciso de mais reais no País para poder comprar dólares. Isso estimula as exportações. E o contrário é verdadeiro: se estiver forte, é bom para importações.
Disso temos a regra da variação cambial, a saber:
  • A desvalorização cambial estimula as exportações e encarece as importações e;
  • A valorização cambial estimula as importações e dificulta as exportações.
Em casos de países mais ricos, como os Estados Unidos, onde a moeda é forte, há muita exportação. Para o japão de alguns anos atrás, cada dólar custava entre 350 e 450 moedas daquele país. Hoje está a cerca de 100 a 120 unidades de moeda nativa e isso só foi possível graças a alta produtividade e à redução de gastos.

No Brasil, antes da eleição de Lula, o dólar chegou a quase custar cinco reais. Para os exportadores isso era ótimo, pois vendiam por um preço em reais “x” e ao receberem o valor era bem maior, pela variação do dólar.