segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Características do estoque


Dentro da empresa os estoques são os itens que compõem a maior representatividade de capital de giro e tem como principais finalidades cobrir o volume de vendas e também o volume de produção. Por exemplo, se a organização demora dez dias para produzir deve ter estoque que sustente a produção durante esse período – o que é diferente de dizer “estoque a disposição”.

É diferente que o conceito do Just in Time, modelo em que apenas se produz aquilo que se pretende vender e não existe estoque e envolve conceitos de logística. A matéria-prima que vai ser utilizada chega do fornecedor e no mesmo dia já é utilizada, vira produto acabado e é vendido ao consumidor. Não vai para o estoque. E com isso, surge a interrogação: é melhor para a empresa trabalhar com Just in Time ou com estoque? Trabalhar com o Just in time significa geração de lucro e rentabilidade uma vez que não há custos decorrentes de investimentos de curto prazo (capital de giro) em compra de materiais para armazenar num estoque parado.

E como já foi estudado, diminuir investimentos significa aumento de rentabilidade.

Mas o que pode acontecer se os fornecedores não estão próximos das instalações da empresa? O ideal é que estejam próximos da empresa, mas se isso não é possível é bom que haja uma eficiente infraestruturada para evitar atrasos causados pelo trânsito. Imaginemos que a empresa tem um fornecedor que tem dificuldades em entregar as mercadorias no prazo, pois sempre acontece algum imprevisto nas estradas que os ligam. E para evitar esse tipo de problema um estoque deve ser capaz de suprir os erros do planejamento da empresa.

Se a produção era para ser concluída em 10 dias, mas levou 25 para poder deixar os materiais do estoque prontos para serem entregues é imperativo que a empresa tenha materiais suficientes para cobrir o atraso e assim não prejudicar os clientes. Assim sendo, o Just in time pode não ser eficiente e acabar não dando um bom resultado para a organização no final das contas.




Função, tipo e volume do estoque


É função dos estoques atenderem as alterações de ofertas e demandadas. Se a empresa precisar de mais matéria-prima o estoque deve ter unidades extras para cobrir essa necessidade e da mesma forma, quanto mais tempo demorar a se produzir, mais o estoque deve ter de peças de reserva e; se a empresa tem certeza de quanto o cliente deseja comprar, mais o estoque deve estar preparado padronizando a produção. E além dessa razão temos também esses fatores que acumulam estoques: que das nas vendas e como remédio se continua a produção.

Em virtude disso, mais estoque parado (estoque final) e se faz o contrário além de se perder tempo, perde-se também a qualidade, mão-de-obra e matéria-prima, que serão jogados fora e assim, configuram em gastos à-toa.

Além desse custo temos o Custo de Set Up, que corresponde ao gasto decorrente ao ter que se religarem as máquinas no departamento de produção. Toda vez que uma máquina de grande porte é desligada leva-se um tempo para que fique completamente parada e mais que isso, um tempo maior para ser preparada para ser religada, com manutenção e segurança: até voltar ao ritmo de antes (normal) um longo período será jogado fora, tempo este que significa menos produção na empresa.

As vendas irregulares e a grande quantidade de matéria-prima comprada para aproveitar promoções. No primeiro caso o planejamento da empresa é frustrado devido à volatilidade dos clientes. Se a empresa planeja um período bom para vendas e compra grande quantidade de materiais pode ser surpreendida com o gosto dos clientes que simplesmente podem mudar de preferência. De outro lado, pode comprar poucas unidades e a demanda ser muito maior. O gráfico abaixo nos apresenta essas situações:

Assim, quando a economia melhora e a demanda pelos produtos aumenta o estoque diminui, ao passo que uma crise neste mercado acarreta em queda de vendas e consequentemente, em estoque parado. São causas externas para o acúmulo ou não de unidades do estoque. Entre outras temos: fornecedor de materiais irregular, fornecedor que forma monopólio, a chamada venda casada em que se compra um produto se puder comprar outro em adição e os clientes.

E quanto ao tipo podemos classificar os estoques quanto ao seu estado, logo, temos: o estoque de materiais acabados, o estoque de matérias primas, de reposição ou de manutenção de materiais e o estoque em processamento ou andamento. Este ultima corresponde ao estoque formado exclusivamente por materiais que começaram a ser fabricados, mas que ainda não foram concluídos. São também chamados de estoques semiacabados.

Como se vê, o estoque é um dos elementos de maior complexidade dentro da empresa (isto é, senão o maior) e para tal, deve ser controlado com o máximo de responsabilidade e metodologias para que não acabe causando problemas. A administração financeira, dessa forma, surge como gerente para evitar que o estoque fique parado, e isso traz consigo conceitos de rentabilidade, limpeza, segurança e manutenção (que deve ser também controlada, uma vez que cuidar do estoque também é um gasto).

Não obstante, a administração financeira deve zelar para que o saldo do estoque contenha o equilíbrio entre as entradas, saídas, uma margem de segurança e por fim, a antecipação das vendas.