sexta-feira, 29 de julho de 2016

Utilização da Capacidade Instalada


Ocorre quando é planejada uma produção para certo setor. Como exemplo, a universidade que quer montar uma sala de aula contendo 100 carteiras e como há cerca de 80 a 90 alunos para esta sala, logo, a empresa responsável pelas carteiras precisa saber se o número de estudantes vai aumentar. É melhor ter dez ou vinte carteiras sobrando numa sala com oitenta alunos do que ter que fabricar as pressas mais carteiras para um número maior de alunos. Neste caso, ou a universidade adquire mais carteiras ou dependendo do caso para garantir o conforto aos estudantes (problema político), monta outra sala (problema econômico). Deve-se escolher pela opção menos custosa.

Os problemas econômicos fundamentais

Da escassez dos recursos ou fatores de produção, associada às necessidades ilimitadas do homem, originam-se os chamados problemas econômicos fundamentais, para responder:
O que e quanto produzir. Dada a escassez de recursos de produção, a sociedade terá de escolher, dentro de um leque de possibilidades de produção, quais produtos serão produzidos e as respectivas quantidades a serem fabricadas.
Como produzir. A sociedade terá que escolher quais recursos de produção serão utilizados para a produção de bens e serviços, dado o nível tecnológico existente. A concorrência entre os diferentes produtores acaba decidindo como serão produzidos os bens e serviços. Os produtores escolherão, dentre os métodos mais eficientes, aquele que tiver o menor custo de produção possível.
Para quem produzir. A sociedade terá também que decidir como seus membros participarão da distribuição dos resultados de sua produção. A distribuição da renda dependerá não só da oferta e da demanda nos mercados de serviços produtivos, ou seja, da determinação de salários, das rendas da terra, dos juros e dos benefícios do capital, mas também da repartição inicial da propriedade e da maneira como ela se transmite por herança.
Em economias de mercado, esses problemas são resolvidos predominantemente pelo mecanismo de preços atuando por meio da oferta e da demanda. Nas economias centralizadas, essas questões são decididas por um órgão central de planejamento, a partir de um levantamento dos recursos de produção disponíveis e das necessidades do país. Ou seja, a maioria dos preços dos bens e serviços, salários e quotas de produção e de recursos é calculada nos computadores desse órgão, e não pela oferta e demanda do mercado.


Curva de possibilidades de produção

El linhas gerais trata-se da fronteira de produção de uma economia.
A curva de possibilidades de produção (CPP) é um conceito teórico com o qual se ilustra como a questão da escassez impõe um limite de capacidade de produção de uma sociedade, que terá de fazer escolhas entre alternativas de produção. Devido à escassez de recursos, a produção total de um país tem um limite máximo, uma produção potencial ou produto de pleno emprego, onde todos os recursos disponíveis estão empregados (todos os trabalhadores que querem trabalhar estão empregados, não há capacidade ociosa, etc) [VASCONCELLOS & GARCIA, 2002].
Suponhamos uma economia que só produza máquinas (bens de capital) e alimentos (bens de consumo) e que as alternativas de produção de ambos sejam as seguintes:
Alternativas de produção
Máquinas (milhares)
Alimentos (toneladas)
A
25
0
B
20
30
C
15
40
D
10
60
E
0
70
Tabela 1: Fonte: VASCONCELLOS & GARCIA, 2002
Na primeira alternativa (A) todos os fatores de produção seriam alocados para a produção de máquinas, na última (E) seriam somente para a produção de alimentos e nas alternativas intermediárias (B, C e D) os fatores de produção seriam distribuídos na produção de uma e de outro bem.

Analisando o gráfico temos:
Produção interna: Um ponto que podemos chamar de Y e que engloba as 10mil máquinas contra as 30 toneladas de alimentos demonstra uma situação de desemprego, uma vez que está abaixo da linha (curva ou fronteira) de produção. Há recursos que podem ser utilizados mas que estão em desuso.
Produção externa: Da mesma forma, se considerarmos como produção Z a que engloba a fabricação de 25 mil máquinas e a produção de 50 toneladas de alimentos teríamos uma situação impossível de se obter, pois ultrapassaria a capacidade de produção (linha no gráfico).
A Relação da alternativa de produção C, em que planeja-se 50 mil toneladas de alimentos e 15 mil máquinas traz um custo de oportunidade., quando é possível deixar de se produzir 5 mil unidades de máquinas para se alcançar 45 toneladas de alimentos.
O gráfico a seguir apresenta um resumo da curva de possibilidades de produção, demonstrando os limites possíveis de uso dos recursos para a obtenção dos bens de capital e de consumo. De forma sintética, o que estiver acima da linha apresenta situação que não podem ser realizadas no curto prazo, ou ao menos que demandam mais tecnologias.
Como resumem Vasconcellos e Garcia (2002), “a curva ABCDE indica todas as possibilidades de produção de máquinas e de alimentos nessa economia hipotética. Qualquer ponto sobre a curva significa que a economia estará operando no pleno emprego, ou seja, a plena capacidade, utilizando todos os fatores de produção disponíveis”.


Em qualquer outro ponto interno à curva, quando a economia está produzindo somente 10 mil máquinas e 30 toneladas de alimentos dizemos que se está operando com uma capacidade ociosa ou de desempregos dos fatores de produção (mão-de-obra, máquinas, capacidade empresarial). E de maneira contrária, qualquer ponto externo (ou acima) da curva é impossível obter a combinação de produção. Por exemplo, não dá para combinar uma produção de 25 mil máquinas com 50 toneladas de alimentos, uma vez que os fatores de produção e a tecnologia de que a economia dispõe seriam insuficientes para se obter essas quantidades desses itens. Trata-se de um ponto que ultrapassa a capacidade produtiva potencial (também chamada de pleno emprego) dessa economia [VASCONCELLOS & GARCIA, 2002].
A política de câmbio está ligada ao movimento do dólar. Quem o negocia são os exportadores e importadores, sendo estes últimos os que precisam do dólar para comercializar (comprar). Os exportadores só o utilizam no recebimento das vendas de mercadorias e produtos. Quem tem dólares em mãos espera o preço aumentar para vendê-los (por exemplo, compra um por um dólar para vender por dez dólares). Quando o dólar cai, os preços aqui no Brasil diminuem e com isso, o consumo é maior.


Bibliografia
FIGUEIREDO, Marcus; CHEIBUB, Angélica Maria, Avaliação política e avaliação de políticas: um quadro de referência teórica, set./dez 1986
FRIEDEN, Jeffry A. (Tradução: Vivian Mannheimer), Capitalismo global: História econômica e política do século XX, 2006
VASCONCELLOS, Marco Antônio S.; GARCIA, Manuel E., Fundamentos de Economia, 2002