quarta-feira, 1 de março de 2017

Conceitos básicos de Situação financeira


Na postagem de hoje, continuando nossa série sobre Análise de Balanços, apresentaremos alguns aspectos conceitos de um termo muito utilizado mas nem sempre compreendido: a Situação Financeira. 

Conceitos básicos de Situação financeira

A situação financeira é a capacidade de obtenção de recursos para financiar suas operações. Apresentar uma boa situação financeira é ter capacidade de captar e aplicar recursos. A importância para alguém de fora saber ou conhecer a situação financeira: quem vai emprestar quer saber se a empresa quer saber se esta terá como honrar a sua dívida. O investidor quer saber se a empresa tem crédito e se é confiável, fornecendo empréstimos, mercadorias com garantia de pagamento. Para ele:
O princípio do investimento considera que somente são aceitáveis investimentos cuja taxa de retorno seja igual ou superior à menor taxa de corte aceitável pelo acionista. A decisão de financiamento procura trazer respostas sobre o mix de financiamento que maximiza o valor da empresa. O princípio dos dividendos se fundamenta na necessidade de devolver ao acionista os recursos não aplicados em investimentos na empresa e que, portanto, não estão contribuindo para maximizar o seu valor [STARKE JÚNIOR, 2008].
Para o fornecedor o que importa é se tem crédito e confiabilidade. Uma loja não costuma, por exemplo, fornecer crédito para o cliente sem antes tomar alguns cuidados, tais como consultar o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), Serasa (para verificar cliente tem fundos) e às instituições financeiras (BACEN, do Banco Central).
É claro que nem sempre a situação financeira coincide com o outro tipo de situação: a econômica.
Todavia, como cita Starke Júnior (2008):
Estes ciclos de compras, vendas, recebimentos e pagamentos são resultantes dos prazos concedidos por fornecedores e demais fontes operacionais, ou seja, o prazo estabelecido para o nível de confiança depositado na empresa e considerando a capacidade dos fornecedores destes créditos em arcar com seus custos, e também são resultantes dos prazos de estocagem e de créditos concedidos a clientes, além de outras aplicações operacionais. Logo, são ciclos muito dinâmicos, e que necessariamente impactam no caixa e conduzem o administrador financeiro a buscar fontes alternativas para cobertura de tesouraria, ou ainda alternativas para aplicar sobras de tesouraria. Tesouraria esta que possui uma taxa de carregamento ou custo financeiro e que, por consequência, afeta os resultados da empresa, sua capacidade de endividamento e a própria avaliação do crédito obtido dos fornecedores. Portanto, não deve ficar restrita a uma visão de caixa, mas deve estar ao amparo de decisões estratégicas de alavancagem financeira, alavancagem operacional, nível de atividade, lucratividade e rentabilidade, reaplicação de resultados [STARKE JÚNIOR, 2008].
É bem possível que em um lado a empresa vai bem e no outro tenha problemas. A empresa pode muito bem apresentar lucro durante o exercício social, mas estar passando por uma difícil situação financeira, isto é, ter lucro, mas ainda sim ficar sem receber. É o caso de empresas que prestam serviços para prefeituras.
No balanço essas empresas têm lucro, devido ao princípio contábil da competência, mas na realidade, o dinheiro demora mais para entrar no caixa. Mas é claro também que uma empresa não pode se preocupar apenas com uma situação e deixar a oura de lado.
A situação financeira é dividida em dois grupos: situação de estrutura de capitais e liquidez, respectivamente vistos a seguir.