domingo, 30 de outubro de 2016

Risco país, indexação e coeficiente de inflação

RISCO PAÍS (EMBI+): A função “taxa de retorno” varia positivamente em relação ao risco, isto é, quanto maior for a risco de uma aplicação, maior deverá ser a remuneração exigida pelo investidor.

Os investidores são “avessos a risco”. Todavia isso não implica que eles não queiram correr riscos, significa que os mutuantes aceitam maiores riscos se esses mesmos riscos vierem acompanhados de maiores retornos, isto é, quanto maior o risco maior deve ser o retorno.
Para poder se efetivar uma operação de maior risco ela deverá oferecer, ao aplicador, um “prêmio de risco”, pois ao comparar o investimento entre dois ativos a alternativa escolhida será aquela que apresentar um menor risco relativo.
Assim como várias pessoas jurídicas costumam captar recursos externos, os países também o fazem por meio da emissão de títulos da dívida externa.
A taxa de remuneração dos títulos da dívida externa precisa compensar o risco associado ao país emissor. Se não houvesse tal compensação o investidor alocaria seus recursos em outros ativos que apresentem maior segurança.
O “risco país” é determinado pela diferença entre a taxa de juros negociada de um dado título de um dado país em relação à taxa de juros dos títulos norte-americanos, portanto o risco é uma comparação entre os juros pagos por títulos de um país em relação à rentabilidade T-Bond de 30 anos (título do tesouro americano que é considerado como de risco zero de não pagamento).
Por exemplo, se um certo título de um país estão sendo negociados a 10% aa e os títulos do Tesouro norte-americano tem cotação de 4%, o risco do país em questão é de 6% (10% – 4%).
O mercado acompanha esse diferencial em termos de basis-points (pontos base). A determinação dos basis-points é muito simples, pois basta multiplicar por 100 o risco do país, logo no nosso exemplo seria de 600 basis-points (6% * 100 = 600).
O mercado se utiliza, para acompanhar os riscos de vários países, de um índice calculado pelo JP Morgan cujo nome é EMBI+ (Emerging Markets Bond Index Plus). Esse índice é calculado para 18 países: África do Sul, Argentina, Brasil, Bulgária, Colômbia, Egito, Equador, Filipinas, Marrocos, México, Nigéria, Panamá, Peru, Polônia, Rússia, Turquia, Ucrânia, Venezuela.




        Indexação

A indexação é a correção de haveres financeiros por meio de um índice que expresse a variação de algum preço, ou conjunto de preços. Tal correção visa a minimizar as perdas referentes a essa variação de preços.
Os agentes econômicos ao sempre reajustarem seus ativos, por meio da indexação com base na inflação passada, acabam transmitindo para o presente a variação dos preços passados e, desta forma, podem realimentar o processo inflacionário.
Deflação: A deflação é o inverso da inflação. Caracteriza-se por uma constante queda de preços. Há uma baixa oferta de moeda relativa à oferta de bens e de serviços ou uma queda excessiva da procura agregada ocasionando uma capacidade ociosa na economia, cai o investimento, aumenta o desemprego e pode causar uma depressão, que pode ser combatida por meio do aumento dos gastos públicos e uma diminuição expressiva da taxa de juros real.




        Coeficiente de inflação (CI)

É a relação entre o coeficiente do aumento da taxa de juros pelo coeficiente do aumento de inflação. O CI será maior do que um quando o aumento da taxa de juros for maior do que o aumento da inflação. Vários economistas acreditam que para uma política monetária eficaz é necessário (porém não suficiente) que o CI seja maior do que um, isto é, quando aumenta a inflação, o aumento da taxa de juros nominal que ser proporcionalmente maior.