terça-feira, 25 de outubro de 2016

Equilíbrio real e monetário (Hicks/ Hansen) e tesouraria

Equilíbrio geral entre os setores real e monetário. Justaposição entre as várias combinações entre as curvas IS e LM. Somente o ponto P é comum aos dois setores.
O ponto P, que é a intersecção entre as curvas SI e LM, equilibra simultaneamente o setor real (oferta agregada = demanda agregada) e o setor monetário (M = L).
Por meio do gráfico acima, nota-se que a função LM torna-se cada vez menos elástica na medida em que a taxa de juros aumenta. A armadilha de liquidez representa o patamar mínimo dos juros, mesmo que a Autoridade Monetária, via expansão da moeda, deseje baixar ainda mais a taxa de juros.
Nota-se que uma expansão da quantidade de moeda gerará um deslocamento na curva LM, e a queda de juros provocará um aumento da produção e da renda, no caso do PIB real ser menor que o potencial.

      DESLOCAMENTO DA CURVA LM

Com a taxa de juros (i) num patamar “alto”, o custo para se reter moeda é alto. Quando a taxa de juros está relativamente baixa, a posse de moeda será maior.

      A TESOURARIA E A ADMINISTRAÇÃO

A Tesouraria, por meio da Administração, faz diagnósticos, prognósticos, estabelece estratégias, projeta, dimensiona recursos, aplica-os e controla se o que foi planejado está sendo executado como foi organizado e se são necessárias alterações em função de variáveis endógenas e/ou exógenas.
É por meio da Administração que se faz a condução racional das atividades da Tesouraria, utilizando-se o planejamento, a organização, a direção e o controle.
A Administração fornece à Tesouraria uma potente habilidade conceitual – além de motivacional e operacional – que possibilita a utilização dos recursos disponíveis e potenciais com mais eficiência e eficácia. E, por meio da Administração, que podemos atingir os macros objetivos da Instituição Financeira.

      A ADMINISTRAÇÃO

O emprego dos fatores de produção, em qualquer que seja sua ocorrência, necessita de uma instituição que lhe dê efetividade. A estrutura desta instituição, para que forneça os efeitos desejados, é estudada e efetivada pela Administração.
Podemos afirmar que a administração é a arte e a ciência que define objetivos e busca alcançá-los por meio de um sistema formalmente organizado.
O administrador, ao desempenhar suas atividades, utiliza-se, basicamente, dos quatro processos abaixo:
  • Planejamento: o que fazer
  • Organização: como fazer
  • Direção: fazer
  • Controle: verificar
Ao desenvolvermos nossas funções, em qualquer que seja a Instituição Financeira, nunca devemos nos esquecer de que seus departamentos, divisões, setores e partes devem estar intimamente relacionados, formando um todo orgânico, sistêmico, concorrendo, de maneira harmônica, para que a Instituição Financeira atinja suas metas dentro da realidade em que está inserida.
A principal função do administrador, para que a Instituição Financeira busque seus objetivos, é a tomada de decisão. Decidir é optar entre alternativas analisadas como possíveis.
Ao percebermos o que nos cerca, estamos, mesmo que intuitivamente, definindo um cenário. Dentro desse contexto, várias são as alternativas que poderemos seguir, e decidiremos por aquela que julguemos a mais viável para atingir nossos objetivos.
A decisão rompe com o passado. É o início do avançar para o futuro.
Decidir é conhecer, compreender, julgar e atuar, portanto implica em se maximizar a utilização dos meios escassos por meio de uma perfeita adequação dos meios aos fins desejados.
O objetivo da decisão é gerar um estado futuro que se deseja e que não deveria ocorrer se ela não fosse aplicada. A decisão se materializa na ação.
Nossa vida é composta de, basicamente, um tempo: o presente. O presente é o instante que separa o passado do futuro.
À medida em que vivemos, vamos em direção ao futuro, que nos é relativamente desconhecido, podendo, algumas vezes, nos reservar surpresas, pois vários são os caminhos que podemos seguir.
Ao escolhermos uma dessas várias trajetórias, que definirão nosso futuro, estaremos tomando uma decisão. Esse instante é o presente.
Decidir é abandonar o passado e ir para o futuro. É deliberar, solucionar, resolver, optar.