quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Instalação do LibreOffice no Linux Mint


O vídeo acima é um tutorial de como desinstalar o LibreOffice no Linux Mint para reinstalar a versão mais atualizada direto do site.


    Instalando o LibreOffice da The Document Foundation no Ubuntu, Debian e derivados

O LibreOffice é uma suíte de aplicativos de código aberto e gratuita altamente prática e intuitiva, capaz de substituir perfeitamente as opções pagas, como pro exemplo a universal suíte de aplicativos de escritório da Microsoft. O LibreOffice conta com programa para criar e editar textos, planilhas eletrônicas, desenvolvedor de desenhos vetoriais, banco de dados e editor de fórmulas e equações, todos gratuitos e disponibilizados pelo site da The Document Foundation, mantenedora do LibreOffice.
Qualquer um que não está preso ao monopólio do Windows sabe que a maioria dos sistemas operacionais com Linux vêm com uma suíte de aplicativos e destes geralmente o que se vê é o LibreOffice. No entanto, pode ocorrer que a versão disponibilizada no sistema não seja a mais atual ou venha sem complementos, o que faria com que o usuário, caso necessitasse, tivesse que procurar todas as extensões e complementos e tivesse que baixar uma a uma e depois adicioná-las ao LibreOffice. Até aí não há problema, afinal os arquivos de extensões são pequenos e raramente seria preciso baixar todos eles. Mas e quando se adiciona um complemento e por azar, este causa problemas ao programa? Como resolver, ou melhor a quem recorrer, uma vez que “todo mundo” só usa o MS Office?
Recentemente aconteceu algo assim com o LibreOffice que uso em meu Ubuntu 14.04. O LibreOffice, na versão 4.2 funciona satisfatoriamente, mas num belo dia, resolvi adicionar uma extensão de um corretor ortográfico e gramatical, chamada VERO, diretamente do site do LibreOffice. Adicionei a versão mais recente e para minha infelicidade, quando reinicie o LibreOffice vi que todas as palavras no editor de texto Writer estavam grifadas em vermelho, como que se o programa quisesse indicar que elas estavam escritas ortograficamente incorretas. O problema era que não estavam erradas, mas o LibreOffice havia na verdade, perdido o seu dicionário em português do Brasil.
Para contornar o problema resolvi remover o VERO do LibreOffice, mas mesmo assim não consegui fazer o dicionário retornar. E agora, o que fazer? Acabei removendo o LibreOffice do Ubuntu e o instalei novamente, da versão disponibilizada pela The Document Foundation.
A seguir apresento o passo a passo de como você pode remover a sua versão antiga (e algumas vezes mais limitada) da sua distro e instalar a mais completa e atualizada.

Baixar os pacotes para a sua distribuição
O primeiro passo, obviamente, é ir ao site do LibreOffice e baixar a versão compatível com a sua distribuição GNU/Linux. Como eu utilizo mais o Ubuntu, Linux Mint e outras derivados do Debian optei por baixar a versão de pacote .deb, sendo primeiro o do programa propriamente dito, seguido pelo pacote de idioma em português do Brasil e por fim, do pacote de ajuda interna off-line.
Os arquivos vem compactados em formato de compressão .tar.gz. Para usuários Windows esse formato pode parecer estranho, mas é apenas mais uma das muitas opções de compactação de arquivos. Vale lembrar que o formato apresentado é livre, um formato aberto, diferente do .rar utilizado como padrão para compressores como o Winrar, utilizado amplamente por usuários dos sistemas operacionais da Microsoft.
Assim, após baixar os arquivos você terá os seguintes arquivos compactados, que no meu caso são para sistemas de 64 bits e optei pela versão estável 5.1.6.2:
  • LibreOffice_5.1.6.2_Linux_x86-64_deb.tar.gz – o arquivo de instalação do LibreOffice;
  • LibreOffice_5.1.6.2_Linux_x86-64_deb_helppack_pt-BR.tar.gz – O pacote de ajuda interna em português brasileiro, também compactado para economizar em tamanho e;
  • LibreOffice_5.1.6.2_Linux_x86-64_deb_langpack_pt-BR.tar.gz – o pacote do idioma e interface em português do Brasil, também compactado.
É bom destacar que embora os programas que compõem o LibreOffice sejam bem completos o seu tamanho não se torna inviável para baixar. Os três arquivos aqui somam 251 megabytes de dados. Algo realmente leve para programas de escritório (se comparado ao concorrente pago e não livre da Microsoft, que pode passar de um gigabyte de dados).
Após o download dos arquivos segue-se com a descompactação – ou melhor dizendo, extração – dos arquivos. Isso pode ser feito com qualquer descompactador de arquivos que comumente encontramos nas distribuições Linux mais populares, e caso você tenha feito o Download num sistema Windows pode muito bem usar o Winrar ou 7zip para extrair os arquivos. O resultado serão três pastas com os mesmos nomes dos arquivos originais, apenas sem a extensão .tar.gz. Recomendo fortemente que copie estas pastas para a sua pasta / diretório Downloads de sua distribuição (que aqui é o Linux Mint, mas que pode ser qualquer outra distro que seja derivada de Ubuntu ou Debian e que trabalhe com pacotes .deb).
Recomendo que copie os arquivos para a sua pasta de Downloads pois isso facilita na ora de entrar com os comandos no terminal. Não que se escolher outra pasta não vá funcionar, mas afirmamos que facilita encontrar uma pasta rapidamente em vez de ter que digitar várias vezes um comando para encontrar o diretório.
Feito isso o passo seguinte é remover completamente o seu LibreOffice do seu Linux Mint, Ubuntu, Debian, ou seja lá qual for a distro baseada em pacotes .deb. Há basicamente dois comandos digitados no terminal que podem ser usados para remover a suíte:

sudo apt-get purge libreoffice*
e;
sudo apt-get remove –purge libreoffice*.*

Eu testei os dois comandos e os ambos funcionaram no Ubuntu, Linux Mint e Debian, embora apenas o primeiro comando tenha funcionado na distribuição brasileira Metamorphose.
Feito isso digitamos enter e o terminal pedirá a senha de usuário administrador. Basta digitá-la, dar enter novamente e esperar o terminal remover o LibreOffice do computador.
O passo seguinte consiste em dizer ao terminal onde se encontra o diretório que será usado. Para tando usamos o comando com a sintaxe cd (change directory), que serve para mostrar ao terminal que o que for digitado a seguir será a entrada de um local em seu sistema, seguido pela localização da pasta ou diretório desejada. Para nosso exemplo entramos com o seguinte comando:

cd Downloads

Apos dar enter, o terminal estabelecerá a pasta Downloads de sua pasta pessoal como um diretório e sobre esta pasta que serão os procedimentos seguintes. Entraremos agora com o comando que indicará para abrir pelo terminal outra pasta, dentro da pasta de Downloads:

cd LibreOffice_5.1.6.2_Linux_x86-64_deb

Note que este comando traz o nome daquela pasta que criamos lá atrás. Cabe uma observação ainda: para esse passo a passo utilizamos arquivos para um sistema de 64 bits (que no arquivo baixado aparece a descrição “x86-64”. Caso o seu sistema seja de 32 bits deverá baixar os programas correspondentes (de x86) e ao digitar a localização da pasta no terminal, seguir com o mesmo comando, mas trocando x86-64 por x86.
Feito isso o terminal entenderá que aquela pasta dentro de Downloads é um diretório, isto é, fonte de pacotes a serem utilizados para alguma tarefa a ser definida.
Agora entramos com o comando:

cd DEBS/

Que como podemos nocar, ao abrir a pasta gerada pela descompactação, é o nome de uma pasta que contém um conjunto imenso de pacotes .deb, que são os “executáveis” no mundo Linux.
Agora vamos ao pulo do gato. Tendo visto que o terminal reconheceu aquela pasta chamada DEBS dentro da pasta do programa dentro da pasta Downloads como sendo um diretório e foi aberta, iremos digitar o comando que irá instalar todos os pacotes .deb internos. É claro que daria para fazer manualmente, clicando duas vezes sobre cada um, mas isso demoraria muito tempo e você teria que saber qual a ordem de instalação deles, uma vez que um pacote x depende da instalação prévia de um pacote y, e por aí em diante. O comando que instalará todos os pacotes é:

sudo dpkg -i *.deb

Digite enter, digite a sua senha de root, confirme com Sim (s) ou yes (y) para instalar e é só esperar. Após pronto e o terminar parar os comandos (pode demorar alguns minutos), você pode fechar o terminal e abri-lo novamente, mas desta vez, para instalar o pacote de idiomas e o da ajuda interna. Os procedimentos são os mesmos, mudando apenas o comando que indica a pasta.

Uma dica:
em vez de ficar digitando o nome da pasta, faça isso:
no terminal digite cd e na janela de seu gerenciador de arquivos aberta simplesmente arraste a pasta (de programa) para o terminal e dê enter, ou clique com o direto sobre o arquivo, escolha renomear, copei o nome com Control C e no terminal, após digitar cd, dê espaço, clique com o direito e escolha colar. Após isso dê enter que é a mesma coisa.

Então é isso. Depois de tudo feche o terminal e confira o LibreOffice que agora estará instalado completamente no seu sistema.