quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Responsabilidade pela Geração do Lucro

O lucro é gerado pelas diversas atividades e a responsabilidade pela geração do lucro é exatamente dos responsáveis pelas diversas atividades, ou seja, dos gestores. A análise da contribuição das atividades e dos gestores para a formação do lucro da empresa tem sido um desafio das administrações modernas e raramente são efetuadas a contento pela ausência de instrumental adequado que forneça as informações necessárias.

Muito embora todas as atividades desenvolvidas pela empresa, bem como todos os gestores contribuem para a formação do lucro da empresa, observa-se que pela utilização de sistemas de informações concebidos sob base conceitual tradicional, simplesmente não são identificadas como as atividades analíticas contribuem no lucro global, e a performance dos gestores é medida por parâmetros físicos e por valores de "custo" invés de resultados econômicos.
O sistema GECON efetua uma "amarração" entre as atividades e áreas de responsabilidade da estrutura de organização da empresa. Assim a empresa é subdividida em áreas de responsabilidades, centros de resultados e centros de custos. Dessa forma o desempenho das atividades tanto em nível de planejamento quanto a nível do realizado é identificado com as áreas e gestores responsáveis.
Com base nas premissas que o lucro é a melhor medida da eficácia da empresa e que os gestores são os responsáveis pela geração do lucro, entendemos que os gestores são os responsáveis pela eficácia da empresa. Como o próprio nome esclarece, os gestores são os responsáveis pela gestão, administração ou processo de tomada de decisões. A gestão corresponde analiticamente ao processo de planejar, executar e controlar. Os gestores não devem se limitar apenas à execução das atividades sob sua responsabilidade, mas também planejá-las e controlá-las. Os gestores além de se envolverem com todas as etapas do processo decisório, não podem furtar-se aos três aspectos intrínsecos a qualquer atividade, ou seja, o operacional, o econômico e financeiro. Os gestores competentes necessitam conhecer como está se desenvolvendo o seu desempenho e normalmente desejam conhecer como o seu desempenho está contribuindo para o desempenho global da empresa.
Os gestores via de regra têm uma grande preocupação no sentido de que o seu desempenho não seja influenciado pelas ações de outros gestores, ou de variáveis fora de seu controle.
Como são avaliados pelos resultados no seu âmbito de atuação, os gestores tendem a dar mais importância aos interesses específicos de sua área, em detrimento dos interesses globais da organização.
A empresa como um empreendimento coletivo, exige para o seu sucesso, a definição de parâmetros que orientem a atuação das partes em benefício do todo, principalmente considerando que a maximização dos resultados setoriais não conduz necessariamente à otimização do resultado global da empresa.
Neste contexto o sistema GECON assegura que, o sistema de informação reflita a realidade física/operacional da atividade sob responsabilidade do gestor. Por outro lado o sistema GECON não se limita somente aos eventos realizados, contempla os eventos desde o nível do planejamento estratégico, da fase de pré-planejamento, do planejamento anual, dos replanejamentos mensais, das transações efetivamente ocorridas, finalizando com a evidenciação das causas das variações do desempenho face aos planos, políticas e padrões assumidos pela empresa.
Em outras palavras o GECON procura subsidiar o gestor de uma atividade de informações necessárias a cada uma das etapas do processo de gestão. O modelo conceitual a nível de sistema de processamento de dados é de Banco de Dados.
Os gestores tem uma grande dependência do recurso "informação". A informação é a matéria-prima do processo de tomada de decisão. A informação útil é aquela que atende as necessidades específicas dos gestores, segundo as áreas que atuam, operações que desenvolvem e conceitos que lhes façam sentido lógico.
Os sistemas de informações contábeis devem ser configurados de forma a atender eficientemente as necessidades informativas de seus usuários, bem como incorporar conceitos, políticas e procedimentos que motivem e estimulem o gestor a tomar as melhores decisões para a empresa. A informação deve ter um sentido lógico para o gestor, portanto os conceitos de mensuração aplicados no sistema não podem ser dogmáticos e sim racionais.
Um sistema de informação contábil eficaz não pode trabalhar com conceitos gerenciais fracos e insuficientes, dentre os quais destacamos: soma de moeda de diferente poder aquisitivo; valor de um bem influenciado pela condição de pagamento; valores históricos defasados; não avaliação do impacto dos custos e receitas financeiros as atividades operacionais; não operacionalização da análise da contribuição dos produtos para o lucro; reconhecimento da receita e do lucro somente por ocasião da venda, inibindo o reconhecimento de resultados das diversas atividades produtivas da empresa; avaliação incorreta de desempenho das áreas em função de rateios arbitrários de gastos.

O sistema GECON utiliza uma base de mensuração e de apuração de resultados de forma a refletir o valor econômico o mais correto possível dos recursos, produtos e serviços. A nível dos centros de resultados e das áreas de responsabilidade é efetuada a avaliação de desempenho através da aplicação do conceito de custo de oportunidade.