sábado, 10 de setembro de 2016

Introdução às iniciativas de qualidade

A qualidade tem se tornado numa das importantes ferramentas competitivas no mercado brasileiro, que garante sucesso para as empresas que ocupam espaço no mercado para conquistar e consolidar a posição de liderança.

Algumas melhorias provenientes das iniciativas da qualidade decorrem do emprego de avançadas tecnologias de processo. Esta é uma das práticas que, conforme Catelli & Guerreiro, chamam atenção, tem constituído para o crescimento dos custos fixos e para a preponderância destes custos no custo total (CATELLI e GUERREIRO 1997, 438). Não haveria problema algum nisto se não fosse o rateio usado pela contabilidade tradicional para alocação dos custos fixos aos produtos e serviços. Inúmeros artigos mostram que o rateio é um artifício matemático que não assegura precisão na distribuição dos custos fixos, distorce o resulta do correto da empresa e confunde os gestores quanto ao real benefício proporcionados pelas iniciativas de qualidade (CATELLI e GUERREIRO 1997, 562).
A melhor medida de desempenho de uma empresa é a que considera tanto as receitas como os custos. Pensando dessa forma autores como Rust ET AL (RUST e al 1995) e Tatikonda & Tatikonda (TATIKONDA e TATIKONDA 1996) desenvolveram modelos de avaliação financeira das iniciativas da qualidade, fundamentados no resultado financeiro ou no retorno sobre investimentos (return on quality).
O activity-based costs (ABC) emprega o mesmo método de rateio, de forma mais sofisticada, é verdade, quando se utiliza de direcionadores (cost drivers) para a identificação dos custos ás atividades. Nem mesmo este aparato resolve o problema da arbitrariedade do rateio dos custos fixos (CATELLI e GUERREIRO 1997, 563). O ABC está limitado por concentrar os aspectos de custos e se esquece das receitas.
O que agrega valor a uma empresa é o resultado. Entretanto, não é qualquer resultado um indicador confiável para a eficácia das iniciativas da qualidade. O resultado econômico é o resultado correto. Neste caso, sistema de informação de gestão econômica, GECON é adequado por:
  • Estar voltado para a mensuração dos resultados econômicos;
  • Entender que as atividades não geram somente custos, mas resultados (receitas menos custos);
  • Preconizar que os responsáveis pela eficácia da empresa são os responsáveis pelas atividades e pelas ações que geram resultados;
  • Fundamentar-se no recurso informação como importante matéria-prima para a tomada de decisões;
  • Acreditar que a informação deva estar num sistema compartilhado por todos os gestores da empresa;
  • Servir de instrumento de simulação de resultados a partir das alternativas disponíveis e de monitoramento do desempenho no momento em que as decisões forem tomadas;
  • Embasar-se na premissa de que o resultado global da empresa deva prevalecer ao resultado individual do gestor (a soma das partes é igual ao todo); e
  • Defender a aplicação de conceitos que resolvam as deficiências da contabilidade tradicional, dentre as quais o custo de oportunidade, o valor econômico (em vez do custo histórico) para a mensuração de ativos e o reconhecimento de ativos intangíveis (goodwill) quando forem criados.

Em determinadas situações as iniciativas da qualidade são estrategicamente vitais para continuidade dos negócios, sendo necessário para que as empresas possam ajustar ás crescentes mudanças, mantendo-se competitivas e mais lucrativas. O objetivo é apresentar um modelo de gestão econômica aplicável á avaliação das iniciativas de qualidade.