terça-feira, 13 de setembro de 2016

Aplicação da Gecon: um modelo para benefícios de clientes e empresa

A GECON é comentada como um sistema de informação para diagnosticar e mensurar continuamente os benefícios pretendidos pelos clientes e pela empresa que devem buscar equilíbrio.

O primeiro fluxo seria analisado pelo valor que as iniciativas da qualidade estariam agregando para os clientes, de modo que os clientes satisfeitos tenderiam comprar mais e seria clientes leais a empresa. Isto sem contar que se tornam vínculos de divulgação dos produtos e serviços, propiciando a conquista de novos clientes e, consequentemente o aumento das expectativas futuras de receitas. O segundo fluxo poderia ser medido pelos benefícios que a empresa obtém com as iniciativas da qualidade. As iniciativas da qualidade afetam simultaneamente o fluxo dos clientes e da empresa, na relação entre clientes e empresas, os dois fluxos são um só (CATELLI e GUERREIRO 1997, 585).
O valor atribuído aos clientes exerce um papel central, é um dos mais importantes ativos da empresa. As iniciativas da qualidade quase sempre se referem como dirigidas para o cliente ou para o mercado. Dentro de uma indústria, eles passaram a tratar o processo do negócio (compras - produção - vendas), uma cadeia constituída por fornecedores e clientes internos. As empresas passaram a avaliar o desempenho interno pelo grau de satisfação dos clientes internos em relação a seus fornecedores. Os internos bem servidos para que os externos pudessem ficar satisfeitos. Em muitas dessas empresas os clientes internos chegaram a se tornar mais importantes que os clientes externos, a quem destinavam todos os esforços e imputava-se todo o resultado econômico.
GECON considera os custos fixos como custo do período, portanto são descarregados diretamente no resultado. Esta metodologia corrige as distorções causadas pelo método do rateio, na contabilidade tradicional. Neste assunto o ABC representa um modelo mais sofisticado que não resolveu o problema da arbitrariedade do rateio. Os valores futuros de ativos e as retificadoras de passivo (juros diferidos da conta denominada de fornecedor) são trazidos a valor presente pelo custo de captação do dinheiro (CATELLI e GUERREIRO 1997, 588).
A medida da eficácia empresa observa-se quando a empresa é constituída sob o pressuposto da continuidade. A garantia da continuidade da empresa só é obtida quando as atividades realizadas geram um resultado liquido no mínimo suficiente para assegurar a reposição de todos os seus ativos consumidos no processo de realização de tais atividades. Todas as estratégias, planos, metas e ações que a empresa implementa, devem orientar em última instância a otimização do lucro. O lucro, portanto, é a melhor e a mais consistente medida da eficácia da organização. Neste contexto o sistema GECON utiliza-se de um conjunto de conceitos voltados à correta mensuração do lucro e do patrimônio da empresa na premissa que o valor do patrimônio liquido tem que expressar o efetivo valor da empresa e não quanto custa ou quanto custou.
Segue o fluxo clientes e equilíbrio na relação entre os clientes e a empresa, identificando benefícios medidos pelo resultado econômico:
Figura 1: Iniciativas de qualidade
O processo de geração do lucro ocorre tendo em vista a importância do conceito de lucro, una questão fundamental que se coloca é como o lucro é formado. O lucro é gerado a partir da execução do conjunto de atividades da empresa. O GECON parte da premissa que as atividades não geram somente custos, mas sim resultados (custos e receitas). A informação de quanto custa uma atividade é muito pobre.
A informação do resultado econômico gerado por uma atividade permite a identificação da formação do lucro, ou seja, quais atividades contribuem mais ou menos para a formação do resultado econômico global da empresa, qual atividade vale a pena terceirizar, qual atividade vale a pena manter, e qual a perda econômica pela manutenção de atividades estratégicas deficitárias.