quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Gecon x BSC

A análise comparativa entre BSC (Balanced Scorecard) e GECON (Sistema de Gestão Econômica) inicia-se no fato de ambos serem sistemas gerenciais, utilizados para mensurar performance e resultados. Precisamos avaliar também os seus desempenho e aplicabilidade para atender as necessidades de acordo com o que se espera de cada uma das empresas que optarem entre um ou o outro. Entendemos no conteúdo exposto entre os dois sistemas que o BSC está centrado em quatro perspectivas básicas que são: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. 

Podendo haver mais ou menos perspectivas, dependendo das necessidades da empresa. Direcionado pela missão e pela estratégia da unidade de negócios, devendo traduzi-las em objetivos e medidas tangíveis.
No BSC, a comparação do desempenho realizado é feita com base em indicadores financeiros e não-financeiros, baseados nas metas, e estas por sua vez são estabelecidas a partir da visão e estratégia da empresa. Lembrando que os orçamentos necessitam enquadrar se perfeitamente à perspectiva financeira, caso tenha sido elaborado com base na estratégia da empresa e não em fatos passados.
O BSC utiliza múltiplos indicadores, tanto financeiros como não financeiros. Já o GECON como sistema gerencial, busca os desempenhos das áreas de responsabilidade e resultado econômico dos produtos/serviços gerados pelas atividades da empresa e está estruturada com base na missão da empresa, em suas crenças e valores, em sua filosofia administrativa e em um processo de planejamento estratégico.
No GECON, tanto os padrões físicos, padrões monetários e orçamentos constituem bases informativas para a comparação com o desempenho realizado. A ênfase do modelo GECON para mensurar o desempenho da organização é o aspecto econômico, pois possui como premissa que o resultado econômico é o melhor e mais consistente medida da eficácia da empresa. O que percebemos na comparação entre ambos é que na verdade, não existem divergências quanto às bases estruturais dos dois modelos, uma vez que ambos partem de um
planejamento estratégico. Dentre o objetivo do BSC e GECON na avaliação de resultados e desempenhos existem diferenças quanto a esses conceitos: O BSC avalia resultados referentes ao passado, enquanto a avaliação de desempenho se refere a tendências futuras. Os funcionários de todos os níveis da organização podem ser avaliados, sendo aos funcionários de linha
de frente indispensável à compreensão das consequências financeiras de suas decisões e ações, e aos gestores os conhecimentos dos vetores do sucesso a longo prazo. Para êxito da instituição optante pelo BSC, todos os funcionários da empresa devem compreender as metas de longo prazo da unidade de negócio, bem como da estratégia adequada para alcançá-las.
No BSC o sistema de gestão, também permite a avaliação de todos os funcionários da empresa, tendo como medidas essências no que se refere ao cliente interno a satisfação dos funcionários, retenção dos mesmos e sua produtividade.
Já para o GECON a avaliação de resultado se refere à avaliação das contribuições dos produtos/serviços gerados pelas atividades empresarias aos resultados da empresa, sendo que a avaliação de desempenho se refere à avaliação dos resultados gerados pelas atividades sob responsabilidade dos gestores. Segundo o Gecon, somente os gestores são avaliados, diante da autoridade que lhes foi delegada para gerir recursos, a sua performance no que diz respeito ao atendimento dos objetivos macros da empresa.
Portanto o resumo comparativo entre ambos é que o BSC analisa as quatro perspectivas envolvendo o resultado financeiro, clientes, processos internos, aprendizado e crescimento, com possibilidade de incluir mais perspectivas dependendo das necessidades empresariais.
Sua medida de desempenho é mais ampla, pois avalia medidas financeiras e não financeiras da empresa, acompanha indicadores da concorrência e tendências de performance e o que é relevante é que permite a avaliação de todos os funcionários independente do nível da empresa.
Já o GECON restringe em áreas de responsabilidade e resultados econômicos dos produtos ou serviços gerados pelas atividades da empresa com base nos orçamentos e padrões.
Sua ênfase está nos aspectos financeiros, onde o resultado econômico é o dado relevante da eficácia dos resultados mensurados na empresa e a avaliação restrita aos gestores para mensurar sua responsabilidade nas atribuições que lhe foram delegadas.
O ponto convergente entre ambos é que eles estão firmados na estratégia e na missão da empresa que envolve as crenças e desenvolvem o processo de planejamento estratégico definido pela empresa. No entendimento do grupo, um modelo não é melhor que outro e que depende da estratégia macro de cada empresa para aplicar um sistema de medição de desempenho para o objetivo que se pretende alcançar.
Entendemos também que uma gestão que busca acompanhar através de informações mais amplas, feedback em todas as áreas, independentemente se trata de setor serviços ou produtos, financeiros ou não financeiros, onde o acompanhamento das áreas é monitorado na execução de todas as tarefas, para alcançar de forma ampla e consistente, a fim de atingir os objetivos da empresa aponta para o BSC como este instrumento mais completo.
Além é claro que o BSC gera um documento de fácil leitura e compreensão de todas as áreas para o entendimento de todos os colaboradores, pois, todos estarão sendo avaliados e tem todo o interesse em acompanhar não somente sua performance, mas de todo o grupo. Caso não exista interação na estratégia, poderá ser afetado nas avaliações individuais o resultado não alcançado no coletivo/equipe. Isso integra os objetivos, que são analisados na amplitude (pois o sistema mensura todas as áreas). Caso a empresa não chegue ao resultado esperado, às compensações de programas de meritocracia poderão ser comprometidas.
Isso também é um ponto extremamente relevante que faz a diferença entre estes dois modelos sistêmicos. Portanto o BSC no entendimento da equipe seria o mais valioso por ser mais completo e abrangente, mas temos que atentar para a complexidade de implantação e a dificuldade na coleta de informações para alimentar o sistema.
Porém, caso a organização queira focar de forma mais restrita em setor específico, produto/serviços, no quesito resultado financeiro, avaliando apenas o gestor de cada departamento, um sistema mais simples, com menor complexidade na implantação, que necessita de uma menor quantidade de informações para alimentar e que este modelo de sistema venha a atender as suas necessidades, neste caso se aplicaria o modelo GECON.