terça-feira, 27 de setembro de 2016

Alguns termos em Economia

A palavra Economia advém da junção de dois vocábulos gregos oikos (casa, fortuna, riqueza) e nomos (regra). Isso nos leva a afirmar que a economia, etimologicamente, é a administração (regra) da riqueza. Por extensão, a Economia é o campo do conhecimento humano que tem como escopo as relações entre os homens, referentes aos bens e serviços desejados.
O objeto da economia é a opção de investimento que o homem realiza com os recursos escassos existentes, entre as várias alternativas disponíveis.
A Economia estuda as relações entre os homens visando a satisfazer suas necessidades avaliáveis em moeda.
As relações econômicas são avaliadas em moeda, pois esta é o denominador comum dos bens e serviços em torno do qual gravitam nossas atividades econômicas.
Essas relações econômicas geram agentes superavitários (a relação entre a renda auferida e seus gastos com consumo e investimento é positiva) e agentes deficitários (sua necessidade para consumo e investimento é maior que suas rendas).
Y = renda; S = poupança; C = consumo; I = investimento; i = taxa de juros; D = despesa; D = C + I
Agentes econômicos
Famílias, empresas e governo
Oferta/ procura por excedentes financeiros
Equilibrados
Y = D
Y = C + I
- 0 -
Superavitários
- mutuantes -
Y > D
Y > C + I
S = Y – D
S = Y – C – I
S > 0
Oferta de recursos
- doadores -
( Y – C – I ) * icaptação
Deficitários
- mutuários -
Y < D
Y < C + I
 Y < C  S < O
 Y > C  S < I
Procura de recursos
- tomadores -
( Y – C – I ) * iempréstimo
Esquema de Gurley-Shaw
Os agentes econômicos superavitários têm sua renda (Y) superior à somatória de suas despesas e investimentos correntes, ou seja, a soma das despesas de consumo e de investimento, tanto de bens como em serviços, resulta em valor menor ao montante de renda auferida.
Os agentes econômicos deficitários realizam despesas por meio de consumo e/ou investimento que ultrapassam a sua renda. Podendo ocorrer duas situações de deficit:
  • O valor alocado no consumo é superior à renda ( Y < C ), portanto temos poupança negativa. O financiamento do consumo, cujos recursos advêm dos agentes superavitários, expande a despesa agregada no período.
  • O valor utilizado para despesa de consumo é inferior à renda, portanto o dispêndio em investimento é superior à Y – C, originando S < I. Os recursos tomados para o investimento possibilitam a expansão da capacidade futura da economia, contribuindo para o aumento da capacidade produtiva da sociedade.
Os agentes econômicos equilibrados possuem dispêndios em consumo e investimento equivalentes à sua renda. Se ocorrer Y = C, não há investimento, e, no caso de I = Y – C, este agente financia o seu próprio investimento.
A intermediação dos mutuantes (agentes superavitários) com os mutuários (agentes deficitários) é realizada no Sistema Financeiro, por meio de suas instituições.
As taxas de juros (custo do dinheiro no tempo) da captação de recursos das instituições financeiras dos agentes superavitários devem ser menor do que as taxas cobradas dos mutuários. Tal diferença é comumente chamada de spread e contém o lucro das instituições, vários tipos de impostos, custos operacionais e custos relativos à inadimplência.