quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Busca de informação junta ás empresas


Hoje, em nossa série de postagens sobre Análise de Balanços apresentaremos nesta alguns aspectos sobre o fundamento da análise quanto à busca de informações. Confiram.

Busca de informação junta ás empresas

Podemos entender, assim, que a coleta de dados é importante para a análise, porém, por si só não leva o usuário das informações às decisões. Após os cálculos, é necessário que sejam descobertas as causas que influenciaram a formação de tais números; caso contrário, não será possível chegar a qualquer tomada de decisão (1).
Mais uma vez, é importante ressaltar que a isenção do analista financeiro é imprescindível para uma análise, pois serão os resultados e as causas dos indicadores que darão ao usuário das informações a segurança para uma tomada e decisão, e não a opinião pessoal do analista.
Podemos, mais uma vez, afirmar que o trabalho do analista de balanço se inicia com o término do processo contábil, ou seja, a partir das demonstrações contábeis. Para fins de ilustração, seguem dois esquemas (1):
1. processo contábil;
2. análise de balanço.
A figura a seguir apresenta a estrutura da análise de balanço proposto por Takatori (2014):
O conjunto dos demonstrativos financeiros vistos na seção anterior traz elementos (informações) para a tomada de decisão. Um exemplo de decisão tomada com base nos demonstrativos contábeis é a escolha de fornecedor. Uma empresa precisa de um fornecedor de mercadoria que seja de confiança e para saber se o seu candidato tem capacidade de suprir as suas necessidades, observa o porte por meio de seus demonstrativos contábeis, relativos ao estoque e à produção. Uma grande montadora de automóveis como a Ford precisa saber se as concessionárias têm toda a estrutura e funcionários qualificados e equipados para atender as suas necessidades e clientes.
Quanto aos demonstrativos cabe considerar que:
Entre as demonstrações contábeis exigidas pela atual Lei Contábil – Lei no 11.638/07 – o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício, a demonstração da mutação do patrimônio líquido, a demonstração do fluxo de caixa, a demonstração do valor adicionado e as notas explicativas elencaram as duas primeiras leis, ou seja, o balanço patrimonial e a demonstração de resultado do exercício, além de se completarem, são a base para elaboração das demais. As demonstrações contábeis são um conjunto de relatórios ou demonstrativos que fornece aos usuários informações contábeis de uma entidade econômica (1).
Da mesma forma, os investidores procuram nas demonstrações contábeis, obrigatórias e gerenciais, as informações que precisam para saber se valem à pena ou não colocar dinheiro próprio numa empresa. Podemos entender que:
Diversos são os usuários das informações contábeis; dentre eles, destacamos: os proprietários da empresa, seus fornecedores, os clientes, as instituições financeiras, os investidores, os empregados, o Poder Público, enfim, a sociedade como um todo, por ter a empresa como principal fonte de geração de empregos e tributos. E assim, cada um desses usuários terá uma finalidade específica em conhecer o desempenho da empresa em determinado momento. Por exemplo: os proprietários precisam saber se o capital investido por eles nesse empreendimento chamado empresa está gerando o retorno esperado; já os fornecedores preocupam‐se em receber pelos bens vendidos; por sua vez, a preocupação do Poder Público está na arrecadação de tributos (1).
Com os indicadores propostos o investidor, ou qualquer outro interessado, tem como saber a situação econômica de uma empresa de grande porte, sem precisar ir até a organização e solicitar documentos. Da mesma forma que nos entes públicos, as grandes sociedades de capital aberto precisam divulgar suas contas a todos os stakeholders, seja por jornal de grande circulação ou pela interne, em sua web sites, bem como nos meios de comunicação das agências reguladoras – como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – e nas bolsas de valores, por exemplo, a IBovespa.
Durante o curso de graduação em Ciências Contábeis concluído em 2008 na UMC, na disciplina de Análise de Balanços foi solicitado um trabalha que objetivava a utilização dos índices em comparações entre diferentes empresas e períodos.
Buscando na literatura acerca da utilização desta disciplina temos que:
A disciplina Análise de Balanços tem como objetivo principal, a partir da apuração dos diversos indicadores, transmitir aos usuários desde as informações contábeis à saúde financeira de determinada empresa (1).
Mas mais uma vez, apenas para relembrar: por que empresas de capital aberto? Em primeiro lugar, por que são obrigadas a apresentar demonstrativos contábeis padronizados, além da Demonstração de Fluxo de Caixa – DFC – que antes da nova lei das S.A’s era opcional e a do Valor Adicionado, que algumas empresas divulgam para melhorar sua imagem.
Toda sociedade de capital aberto é obrigada a manter o seu acionista sempre atualizado e informado em cada trimestre. Deve apresentar tudo o que fez com o dinheiro do acionista em valor da empresa, dizendo onde investiram, quais taxas utilizou, quanto de retorno propiciou.
Quando se aplica dinheiro em um banco este é obrigado a emitir um extrato ao aplicador. E qual é a razão disso? É mostrar para o investidor, acionista ou poupador os resultados obtidos, em 31/03/x0, depois em 30/06/x0, e mais a seguir em 30/09/x0 e por fim, em 31/12/x0. Aliás:
Tomando‐se como pressuposto, podemos afirmar que a análise financeira torna‐se imprescindível à tomada de decisões, independentemente de seu usuário, pois ocorre a partir da elaboração das demonstrações contábeis, ou seja, após o registro de todos os fatos financeiros ocorridos na empresa em determinado período (1).


Bibliografia
1: TAKATORI, Ricardo Sussumo, Análise de Balanços, 2014