terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Comparação de Fontes no LibreOffice


Muitas pessoas que se recusam a usar o LibreOffice muitas vezes o fazem porque desconhecem funções do software que poderia em muito facilitar o trabalho no dia a dia. Preferem usar a suíte paga da Microsoft sem conhecer todos os recursos do concorrente livre e ainda dizem que fizeram a melhor escolha. Para tanto, apresentamos aqui algumas funções do LibreOffice, se bem que são é mais dicas simples do que grandes macetes, mas que realmente funcionam e auxiliam bastante em nossas tarefas.

Para começar, o texto a seguir é uma adaptação ao publicado na Revista LibreOffice Magazine, em sua edição n° 3 de fevereiro de 2013 e elaborado por Júlio Neves1. O que faremos aqui é comentar a primeira dica, até porque a versão usada no artigo original é bem mais antigo que a nossa, que é atual.
Fontes livres
É comum que ao criarmos um documento no Word ou uma planilha no Excel (no Windows) o façamos com as fontes típicas do sistema (Times New Roman e Arial) e que num momento em que precisamos abrir esses arquivos no LibreOffice Writer ou Calc no mesmo sistema ou numa distribuição Linux acabemos por ter a infeliz notícia de que algumas formatações foram perdidas. A figura a seguir apresenta um documento de texto feito no WPS Office, que mantém muito bem a formatação de arquivos feitos na suíte da Microsoft – até melhor que o LibreOffice – e nela podemos ver a utilização das mais conhecidas fontes: o Times New Roma e a Arial, ambas em tamanho 12.
Resolvemos usar essas fontes porque geralmente são as que as universidades exigem na formatação de TCC, monografias, teses e dissertações (o que como sabemos, vai contra a própria ABNT, que não faz essa determinação e ao nosso padrão ISO de tipografia).
Agora copiando a tabela para o nosso texto em questão e mantendo a mesma fonte temos:
Nome da Fonte
Texto para exemplo
Times New Roman
Esse aqui é um texto que utiliza a fonte proprietária Times New Roman, tamanho 12 e com estilo normal
Arial
Esse aqui é um texto que utiliza a fonte proprietária Times New Roman, tamanho 12 e com estilo normal
Vemos aqui que os textos são iguais e as formatações também. Usei os mesmos tamanhos e a tabela só ficou diferente porque a página do WPS estava com outro tamanho de margem. Mas agora vamos fazer a mesma tabela só que com fontes livres e equiparadas às usadas anteriormente. Ou seja, usaremos as da família Liberation, sendo a Liberation Serif para onde era Times New Roman e Liberation Sans para onde era Arial. E o resultado é este:

Nome da Fonte
Texto para exemplo
Times New Roman
Esse aqui é um texto que utiliza a fonte proprietária Times New Roman, tamanho 12 e com estilo normal
Arial
Esse aqui é um texto que utiliza a fonte proprietária Times New Roman, tamanho 12 e com estilo normal
Como podemos provar, as fontes embora sejam diferentes são iguais. Assim temos que nesse caso as formatações não foram perdidas. No entanto, é claro que isso ocorre porque meu LibreOffice tem estas fontes instaladas nele. Ou seja, isso não aconteceria se estivéssemos abrindo um arquivo do Word num Writer num computador sem as benditas fontes. O Writer tentaria manter a formatação e usaria fontes parecidas – que poderiam ser as do grupo Liberation – mas em caso negativo, perderíamos as nossas formatações.
E agora só para provar que até num Word as coisas seriam as mesas, mesmo mudando as fontes, apresentamos a foto do texto no WPS Office Writer:
Como está claro na figura, não há o que discutir: as fontes são iguais, só muda mesmo que uma é libre e outra é fechada. E da mesma forma poderíamos substituir a MS Sans Serif por Open Sans, a Courier por Nimbus Mono L e Courier New por Liberation Mono.
Dê sempre preferência ao uso das fontes livres e True Types (porque têm correspondentes livres) às proprietárias, quando estas últimas forem as mais triviais (como Arial, Courier e Courier New), mas que por estarem sob patentes, cada ambiente adapta-as ao modelo livre mais próximo – não idêntico – o que torna um dos motivos à quebra de formatação.

1JULIO NEVES – conforme a sua apresentação na Revista LibreOffice Magazine, “O 4o UNIX do mundo nasceu na Cidade Maravilhosa, mais precisamente na Cobra Computadores, onde à época trabalhava o Júlio. Foi paixão à 1a vista! Desde então, (1980) atua nessa área como especialista em Sistemas Operacionais e linguagens de programação. E foi por essa afinidade que quando surgiu o Linux foi um dos primeiros a estudá-lo com profundidade e adotá-lo como Sistema Operacional e filosofia de vida.